sem controle

Brasil tem outro dia com mais de 1.300 mortos pela covid-19. Número de novos casos segue em elevação

Brasil teve o segundo pior dia em número total de infectados, com 59.961 novos doentes Antes disso, pior período tinha sido ontem.

SECOM/Salvador
Desde o início do surto no país, em março, já são 84.082 vidas ceifadas pelo novo coronavírus

São Paulo – O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, mais 1.311 mortes causadas pela covid-19. Desde o início do surto no país, em março, já são 84.082 vidas perdidas para o novo coronavírus. O número de infectados segue em crescimento. No período, foram 59.961 novos doentes – o segundo maior registro depois de ontem, com mais de 64 mil novos infectados. Há mais de dois meses o país mantém a média diária de óbitos acima da casa do milhar.

Balanço divulgado pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass)

O descontrole da pandemia no Brasil é atestada por instituições de Saúde, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, e a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Outro ponto é que a estabilidade nas mortes em um número já alarmante pode ser agravada nos próximos dias. O receio dos cientistas é de que o desleixo do poder público em relação às medidas de isolamento social leve ao aprofundamento da maior crise sanitária do século.

Política da morte

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o Brasil vivia “estabilidade” no número de mortes pela covid-19, acima, porém, de mais de mil vítimas por dia. A informação foi mal interpretada em grande escala pelo poder público. Governadores e prefeitos reabriram as atividades econômicas e relaxaram o isolamento.

Enquanto a realidade da tragédia se impõe, o Brasil está desde o dia 15 de maio sem ministro da Saúde, cargo ocupado interinamente por um militar sem experiência na área. Jair Bolsonaro segue tentando impor um medicamento, a cloroquina (hidroxicloroquina) praticamente como “milagroso”.

Entretanto, repetidos estudos atestam a ineficácia do composto no combate à covid-19. Estudo divulgado hoje, liderado pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Beneficência Portuguesa, entre outros, reafirma a questão. O maior estudo do país concorda com a OMS na sentença: a cloroquina não funciona, além de poder provocar efeitos colaterais mortais no sistema cardiovascular.

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