sucessão negativa

Brasil bate recorde de novos doentes em 24 horas e já é o quarto do mundo em vítimas da covid-19

País registrou 33.274 novos casos e, com mais 956 novos óbitos no período, ultrapassa a França; em total de vítimas da doença. Apesar disso, maioria das grandes cidades anunciam relaxamento das medidas de distanciamento social

Minsa
Brasil já é o epicentro da doença no planeta, com o maior número diário de óbitos diários pela covid-19

São Paulo – O Brasil registrou 956 novas mortes em 24 horas e, com 28.834 óbitos oficialmente registrados, já é o quarto país do mundo com mais vítimas da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. A informação foi dada na noite deste sábado (30) pelo Ministério da Saúde (MS).

Os números divulgados hoje mostram que o Brasil ultrapassou a França – 28.717 óbitos – no total de mortes pela infecção, ficando agora atrás de Estados Unidos (103.389), Reino Unido (38.458) e Itália (33.340). Em total de casos, acumula 498.440 infectados – nas últimas 24 horas, foram 33.274 novas ocorrências.

Foi o terceiro dia seguido com “recorde” de novos casos. Desta vez, porém, o salto foi maior, já que no período usado para os dados divulgados na sexta-feira (29) foram registrados 26.928 novos casos. Neste quesito, é o segundo do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com cerca de 1,8 milhão de doentes.

A diferença é que o país de Donald Trump aplica testes maciçamente e, portanto, o número de infectados é bastante próximo do real, o que permite planejar melhor as ações de combate e de relaxamento da vigilância. No Brasil, a subnotificação é admitida até mesmo pelo governo federal e a realidade da covid-19 no país é apenas estimada por diversas entidades. É o que faz a Fundação Johns Hopskins, referência mundial em informações sobre a pandemia, que calcula entre sete e 12 vezes mais casos no Brasil que os oficialmente divulgados.

Também segundo o MS, 200.892 pessoas se recuperavam da covid-19 desde a chegada do novo coronavírus ao Brasil – o primeiro caso foi registrado em 25 de fevereiro.

São Paulo chegou neste sábado a um total de 107.142 casos, o maior centro de disseminação da covid-19 do país. O estado também segue com o maior número de mortes: 7.532.

Ainda assim, o governo João Doria, juntamente com o prefeito da capital, Bruno Covas (ambos do PSDB), mantêm a decisão de flexibilizar as medidas de isolamento, variando a intensidade conforme a região do estado, a partir de segunda-feira (1º).

O segundo estado brasileiro em pior situação frente à covid-19 é o Rio de Janeiro (52.420 casos confirmados e 5.277 óbitos). O Ceará vem em terceiro (46.506 casos, 2.956 óbitos), seguido por Amazonas (40.560 e 2.047) e Pará (37.296 e 2.900).