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Número 70, Abril 2012

Um dia sem teto

Barracas de famílias acampadas no Novo Pinheirinho, na cidade de Santo André, grande ABC é o um ponto de resistência contra a desesperança de aproximadamente 4 mil pessoas
por Redação Revista do Brasil publicado 04/04/2013 12h35, última modificação 13/04/2012 18h25
Barracas de famílias acampadas no Novo Pinheirinho, na cidade de Santo André, grande ABC é o um ponto de resistência contra a desesperança de aproximadamente 4 mil pessoas
Um dia sem teto

 

 

Crianças, idosos, homens e mulheres ocupam um terreno de 50 mil metros quadrados para sensibilizar o poder público sobre o direito de moradia digna para todos

Março. Fim do verão de 2012. O sol a pino esquenta a moleira e derrete os plásticos das barracas de mais de mil famílias acampadas no Novo Pinheirinho, na cidade de Santo André, ABC. Ali está um ponto de resistência contra a desesperança de aproximadamente 4 mil pessoas: crianças, idosos, homens e mulheres ocupam um terreno de 50 mil metros quadrados para sensibilizar o poder público sobre o direito de moradia digna para todos. O programa da TVT ABCD em Revista passou 16 horas no acampamento acompanhando o cotidiano desse batalhão de gente. Quem, em sã consciência, se dispõe a viver nesse perrengue se não estiver mesmo necessitado? Ali faltam água, luz, roupa, comida. Mas não faltam organização, solidariedade, carinho. Nem humor.

A equipe da TVT, quando chegou logo cedo à ocupação, foi direto para o barraco onde funcionam a cozinha e a coordenação do acampamento. Edna, a cozinheira, gaba-se do tempero e da habilidade da multiplicação da linguiça: os 6 quilos que foram doados tinham de dar para a mistura do almoço dos acampados. Estão lá cerca de 1.300 pessoas. O Novo Pinheirinho começa a funcionar com o grito “Olha o café da Edna!”, às 8h, e só termina por volta das 22h, depois da assembleia com todos os acampados. 

Durante esse dia, 9 de março, as câmeras registraram todos os afazeres do cotidiano da comunidade. O sentimento está nas entrevistas e nas imagens: ali ninguém se nega a trabalhar, a ajudar, a dividir. Ali se aprende a importância de uma sociedade organizada para reivindicar seus direitos. E no meio dessas pessoas sofridas fica claro que a dignidade é mais do que uma roupa de marca cheirando a bolor nos armários dos desavisados.

O programa é uma revista eletrônica que dá voz ao movimento social. Produz grandes reportagens em uma linguagem documental, com ajuda da população. Além dos meios de acesso na tevê e na web (abaixo), o ABCD em Revista da TVT pode ser visto também na TV Aberta (canal 9 da NET), às terças, 23h, e sextas-feiras, às 21h30.

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