Eleições 2020

Em ato de movimentos sociais, Tatto anuncia proposta de moradia popular em São Paulo

Candidato do PT à prefeitura participou de ato de movimentos por moradia e prometeu criar o Minha Casa Paulistana, com 40 mil unidades nos quatro anos de seu mandato

Filipe Araújo
Tatto participou de protesto em frente À sede da CDHU

São Paulo – O candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Jilmar Tatto, anunciou que, se eleito, vai criar o programa Minha Casa Paulistana de moradia popular. Segundo ele, o programa vai criar 40 mil habitações do tipo em São Paulo durante sua gestão. No primeiro ano, afirmou, serão construídas 10 mil unidades. Além de reduzir o déficit de habitação, o objetivo da proposta é também a criação de empregos.

Tatto participou, na manhã desta segunda-feira (5), de um ato organizado por movimentos sociais que lutam por moradia. A data marca o Dia Mundial do Sem-Teto, celebra sempre na primeira segunda-feira de outubro.

Os manifestantes se reuniram na Praça da República, no centro de São Paulo. Em caminhada, se dirigiram até a sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), também na região central. Eles protestaram contra o Projeto de Lei (PL) 529, de autoria do governador João Doria (PSDB), que extingue dez órgãos, autarquias e empresas públicas estaduais, entre elas, a própria CDHU.

“O prefeito Fernando Haddad deixou terrenos para construir 12.600 unidades (de moradia popular). Bruno Covas está terminando o seu mandato, e não foi levantado nem um tijolo na cidade de São Paulo”, criticou o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bomfim .

“Doria quer acabar com a CDHU. O Bolsonaro acabou com o programa Minha Casa Minha Vida. Enquanto eles acabam com esses programas, o PT vai voltar a governar São Paulo e vamos criar o programa Minha Casa Paulistana”, afirmou o candidato. “Enquanto o Lula não voltar a ser presidente da República, nós vamos fazer a nossa parte aqui em São Paulo”, acrescentou o petista.

Moradia no centro

Além do programa Minha Casa Paulistana, Tatto prometeu aplicar o IPTU progressivo para imóveis desocupados. Durante a gestão Haddad, chegaram a ser notificados cerca de 150 proprietários de imóveis nessas condições. Eles teriam até cinco anos para coloca-los em uso, ou passariam a pagar, a cada ano, aumentos progressivos sobre o imposto predial. Entretanto, essa política foi descontinuada já durante a gestão Doria, e também pelo seu substituto, Bruno Covas.

Além disso, o candidato também prometeu desapropriar os imóveis do centro da capital que não cumpram função social. Os prédios seriam, então, convertidos em moradias populares para famílias com renda mensal de até três salários mínimos.