Descendo a rampa

Bolsonaro precisa ser afastado e investigado ‘em profundidade’, afirma professor da USP

Cientista político Antônio Carlos Mazzeo defende mobilização virtual e ações coordenadas da sociedade civil para pressionar pela abertura do processo de impeachment

Trechos vazados da reunião ministerial demonstram "degradação" do governo e intromissão na PF

São Paulo – Para o cientista político Antônio Carlos Mazzeo, o governo Bolsonaro chegou próximo do fim, após os vazamentos da reunião ministerial que confirmariam a sua interferência na Polícia Federal para encobrir investigações contra os seus filhos. Segundo ele, é preciso que a sociedade pressione pela abertura do processo de impeachment, para que o presidente seja investigado “em profundidade”.

Mazzeo, que é professor de pós-graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), diz que os trechos da reunião divulgados até o momento demonstram “o grau de degradação” do atual governo. Ele afirma que o isolamento social em função da pandemia de coronavírus torna os protestos de rua inviáveis. Mas é preciso mobilizações virtuais e ações diárias de entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil, e das centrais sindicais pelo “Fora, Bolsonaro”.

“Todos os dias tem que haver ações na internet de pressão para que se peça a abertura do impeachment. Essa investigação criminal vai deixar Bolsonaro em saia justa. Ele não ainda conseguiu criar núcleo parlamentar, mas está tentando”, afirmou o cientista político a Marilu Cabañas e Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual, nesta quarta-feira (13)

Apesar da aproximação do governo com partidos do chamado Centrão, Mazzeo acredita que os parlamentares, “por oportunismo ou comprometimento”, são suscetíveis a pressão da opinião pública, ainda mais em ano eleitoral.


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