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Macron: ‘Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo’

Presidente francês rebateu comentário machista de Bolsonaro sobre sua mulher Brigitte. "Triste por ele e pelos brasileiros"
Publicado por Glauco Faria, para a RBA
10:40
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kremlin oficial/ru

São Paulo – O presidente da França, Emmanuel Macron, falou a respeito do comentário machista feito por Jair Bolsonaro a respeito de sua mulher, Brigitte Macron, em uma rede social. Em entrevista a jornalistas concedida em meio a reuniões da cúpula do G20 em Biarritz, ele questionou: “O que eu posso dizer a vocês? É triste, é triste, mas é em primeiro lugar triste para ele e para os brasileiros”.

“Eu acredito que as mulheres brasileiras têm vergonha de seu presidente, eu acho que o grande povo brasileiro tem vergonha desse tipo de comportamento e esperam de um presidente que seja educado com os outros, e como eu tenho muito respeito pelo povo brasileiro, espero que muito em breve tenham um presidente que se comporte à altura”, disse, ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera.

Na entrevista, Macron ainda citou o fato de Bolsonaro “não ter dito a verdade” sobre o acordo de Paris, e também lembrou a ida do presidente brasileiro ao barbeiro quando havia agendado um encontro com o chanceler Jean-Yves Le Drian.

No sábado (24), um seguidor do presidente brasileiro postou em rede social uma montagem com uma foto de Emmanuel Macron e de sua mulher Brigitte, junto com outra do presidente brasileiro e de sua mulher, Michelle, com a legenda: “Agora entende por que Macron persegue Bolsonaro?”. Bolsonaro respondeu: “Não humilha cara. Kkkkkkk”.

Já no domingo (25), o ministro da Educação Abraham Weintraub xingou Macron. “A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”, postou no Twitter.

Perguntada sobre as declarações nesta segunda-feira (26), a ministra da Justiça francesa, Nicole Belloubet, afirmou em entrevista a uma emissora do país que não comentaria “esse tipo de baixaria”.