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Deputada do Psol faz chamado à luta para alterar correlação de forças. ‘Não tem derrota que seja permanente’

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Fernanda Melchionna afirma que toda lei é o retrato da luta de classes em determinado momento histórico
Publicado por Luciano Velleda, para a RBA
13:18
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Reprodução/Twitter

Durante a votação da "reforma" da Previdência, Fernanda protestou ao mostrar que "ratos" estão destruindo a Constituição do Brasil

São Paulo — A deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS) avalia que a aprovação em primeiro turno da “reforma” da Previdência é a vitória das elites econômicas do Brasil, que a defendem com “unhas e dentes” em aliança com os deputados do chamado centrão. “A unidade burguesa pró-reforma era visível desde o primeiro dia do governo Bolsonaro. Isso fortaleceu a possibilidade de ser aprovada, junto com o balcão de negócios, o ‘toma-lá-dá-cá’ que foi a compra dos votos dos parlamentares a partir da liberação de emendas, o que é uma indecência. É usar dinheiro público, do povo, para tirar direitos do povo”, critica Fernanda, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.

Embora reconheça que as mudanças na Previdência são uma derrota muito grande para os trabalhadores brasileiros, a deputada gaúcha diz que toda lei é o retrato da luta de classes em determinado momento histórico, e destaca que os direitos dos trabalhadores foram duramente conquistados e não uma concessão da “elite parasita que segue saqueando o país”.

“Não tem vitória que seja permanente e nem derrota que seja permanente. Nossa luta tem que ser alterar a correlação de forças hoje desfavorável à juventude e aos trabalhadores para tentar reverter essa PEC agora ou no futuro”, afirma Fernanda Melchionna. “Infelizmente, vamos ver milhões de pessoas excluídas da Previdência Social, que não vão conseguir se aposentar, e outros tantos se aposentando e ganhando muito menos, viúvas com redução de benefícios, ataques aos professores, enfim, são muitos os ataques. A PEC tem um conjunto de maldades.”

Na última quarta-feira (10), durante a votação do texto-base da “reforma” da Previdência, a deputada fez um protesto ao erguer um livro da Constituição Federal sendo “atacado” por ratos. Foi repreendida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Atitude que ela diz estranhar, pois não tem visto Maia se irritar com as ameaças de fechamento do Congresso defendidas por grupos de extrema-direita.

“No mínimo é muito contraditório que o presidente da Câmara queira interferir num protesto individual, logo ele que nunca vi se pronunciar diante de tantos ataques da extrema-direita, que estava elogiando-o pela reforma da Previdência mas que também pede fechamento do STF e do Congresso Nacional. Fiquei bastante incomodada, mas reafirmei o protesto”, avalia Fernanda Melchionna.

Confira a íntegra da entrevista