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Carta do MEC traz mais instabilidade ao governo Bolsonaro

Cientista político Emerson Cervi avalia que pedido do ministro da Educação para que alunos fossem filmados durante execução do hino nacional reflete a falta de conhecimento de equipe do ministério
Publicado por Redação RBA
14:12
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Valter Campanato/EBC
Bolsonaro e Vélez

Apesar da repercussão negativa, analista políticoavalia que pedido do ministro da Educação é “cartilha do governo”

São Paulo – O documento enviado por e-mail pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, pedindo que escolas filmassem crianças cantando o hino nacional reflete, entre outros fatores, a falta de conhecimento na área dos integrantes do ministério da Educação. Essa é a análise do cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi.

“É uma ação de um ministério ocupado por pessoas sem nenhuma experiência e sem nenhum conhecimento de qual é de fato o papel do ministério da Educação do Brasil”, afirma, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. “Sob a responsabilidade do MEC estão apenas as escolas federais, uma sugestão como essa não é nem válida como recomendação para a maioria das escolas brasileiras, que são estaduais ou municipais.”

O pedido do MEC formalizado por meio de uma carta finalizada com o slogan da campanha eleitoral de Bolsonaro, posteriormente considerado um “erro” pelo ministro nesta terça-feira (26), abre mais uma polêmica dentro do novo governo. a gestão já sofre com uma série de denúncias que envolvem o partido de Bolsonaro, o PSL, e o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), relacionadas a desvio de recursos do fundo partidário e ligações com milícias.

“O problema é que esse deputado, eleito senador, foi levado ao Palácio do Planalto por ser filho de presidente (…), uma decisão que remete a uma prática muito antiga no Brasil, que é a prática do familismo, uma espécie de privatização familiar da política. E isso é o que complica mais o governo Bolsonaro”, observa Cervi.

Ouça a entrevista na íntegra