Para Erundina, postura de Aloysio Nunes é inadmissível

A deputada lembra que a função pública exige de seus titulares a consciência de que são “referência”, e não responsáveis por “deseducar” (Foto: Fred Amorim/Agência Câmara) São Paulo – A […]

A deputada lembra que a função pública exige de seus titulares a consciência de que são “referência”, e não responsáveis por “deseducar” (Foto: Fred Amorim/Agência Câmara)

São Paulo – A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) classificou como inaceitável a postura do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ao lidar com um repórter da Rede Brasil Atual na noite de segunda-feira (25). O ex-secretário da Casa Civil do estado xingou o jornalista ao ser informado sobre o veículo para o qual trabalha.

“Isso não constrói, é inaceitável essa postura do Aloysio Nunes”, critica Erundina. Parece que eles (membros do PSDB) estão percebendo que já perderam o jogo e estão descontrolados”, completa. Ela avalia como “inadmissível” a ação do senador eleito com um profissional no exercício de seu trabalho, especialmente em um momento de debate eleitoral, “quando as ideias devem circular com respeito ao profissional, ao ser humano”.

Antes do debate entre candidatos à Presidência da República, o tucano foi abordado pelo repórter João Peres, da Rede Brasil Atual e da Revista do Brasil. O pedido era de uma breve entrevista para avaliar expectativas para o encontro entre presidenciáveis, procedimento de praxe no estúdio das emissoras. Ao ser informado, Aloysio Nunes passou a chamar o jornalista de “pelego”, além de outras ofensas.

A deputada lembra que a função pública exige de seus titulares a consciência de que são “referência”, e não responsáveis por “deseducar”. Por isso, o que ela aponta como “erros de uma pessoa pública” têm peso maior do que os de outras pessoas. “A meu ver, nós temos responsabilidade pela educação política do povo, que ainda tem déficit de formação política. Precisamos de postura para trazer a juventude para o debate. O jovem de hoje não se envolve com política por estar desacreditado. Um comportamento como esse, de agressão verbal a um profissional que está trabalhando, só piora a nossa luta”, pondera.

“Não interessa de onde é o jornalista que está nos abordando. Eles (membros do PSDB) não falam dos monopólios da mídia quando deveriam falar. A forma como eles se comportam e reagem é totalmente contraditória ao discurso de liberdade de expressão e de imprensa que eles tanto pregam”, alfineta Erundina.

O comportamento é visto pela parlamentar como uso de “dois pesos e duas medidas”. “Se for discutir sobre quem é o veículo, ainda assim é um desrespeito ao jornalista que está fazendo a abordagem. É um profissional que está buscando notícias, que tem como objetivo confrontar fatos, está no legítimo direito de exercer sua atividade profissional”, analisa.

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