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Com estado em crise, professores do RJ seguem em greve

Professores sofrem com atrasos e parcelamentos de salários, mas governo estadual se nega a negociar e deve cortar o ponto dos grevistas

reprodução/TVT
professores em greve

‘Estamos há mais de três meses em greve e até agora a gente não vê uma luz no fim do túnel’

São Paulo – Após quase quatro meses em greve, os professores da rede estadual do Rio de Janeiro continuam sem perspectiva de voltar ao trabalho. Iniciada no dia 2 de março, desde então os profissionais de educação já fizeram atos, manifestações, protestos, mas o governo do estado não parece disposto a negociar. Nenhuma proposta foi feita à categoria e, no último dia 3 de julho, anunciou o corte do ponto dos professores em greve.

O diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE-RJ), José Eduardo Mariani, reclama da desvalorização e da falta de estrutura: “Estamos há dois anos sem reajuste. As condições em sala de aula também estão horríveis, com salas superlotadas. Falta até aquela caneta para escrever em quadro branco”, diz o professor, em entrevista à repórter Marina Vianna, para o Seu Jornal, da TVT.

A questão foi agravada por conta da crise financeira vivida pelo estado, que na última semana decretou estado de calamidade pública, que culminou com atrasos e parcelamentos dos vencimentos dos professores. “Uma série de problemas foram se acumulando: tivemos o nosso 13º salário parcelado em cinco vezes, nossos salários de março foram parcelados. Estamos há mais de três meses em greve e até agora a gente não vê uma luz no fim do túnel”, relata Mariani.

A luta dos professores também é apoiada pelos estudantes. Após onda de ocupações que coincidiu com o inicio da greve dos professores, algumas unidades ainda seguem sob controle dos alunos, como o Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, na zona sul da capital fluminense.

“A ocupação é uma forma também de mostrar o nosso apoio aos professores, como também de lutar pelos nossos direitos e de ter uma resistência, e mostrar que os alunos querem ter voz e mais democracia dentro do colégio”, conta a aluna Samara da Paz, do Ocupa Amaro.