Comida mais cara

Cesta básica subiu 7,28% em São Paulo. Salário mínimo deveria ser de R$ 4.673,06, de acordo com o Dieese

Só em 2020, preços dos alimentos subiram 9,82%. Alta prossegue, apesar da crise decorrente da pandemia

Fernanda Cruz/Agência Brasil
Gasto com alimentação consome quase a totalidade auxílio emergencial de R$ 600

São Paulo – Levantamento divulgado segunda-feira (11) pelo Dieese revelou que, em maio, os preços dos alimentos subiram em 16 das 17 capitais das capitais pesquisadas, em relação ao mês anterior. Em São Paulo, única capital onde a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos foi realizada presencialmente, a elevação foi de 7,28%. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 6,55%. Só em 2020, os preços dos alimentos subiram 9,82%.

Nas demais capitais, a pesquisa foi realizada remotamente, em função da pandemia de coronavírus. Com base no custo da cesta paulistana, o valor do salário mínimo necessário foi estimado em R$ 4.673,06, ou 4,47 vezes o mínimo vigente (R$ 1.045).

Tomate e feijão registraram as maiores altas. A carne também registrou alta expressiva, em função do aumento das exportações, que reduz a oferta para o mercado interno.

A supervisora de pesquisas do Dieese, Patrícia Costa, chama a atenção a alta dos preços em momento de crise econômica. Ao jornalista Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual desta terça (12), ela orienta a população a pesquisar em diversos supermercados antes de comprar.

Patrícia destacou que apenas o gasto com a cesta básica consome quase a totalidade dos R$ 600 pagos como auxílio emergencial a desempregados e trabalhadores autônomos. Ela também ressaltou a necessidade de resgatar a política de valorização do salário mínimo, abandonada pelo governo Bolsonaro. “O consumo das famílias permitiu que o Brasil passasse de forma mais suave pela crise internacional de 2008. Retomar a política de valorização do salário mínimo é essencial”, afirmou.


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