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Em julho

Inflação sobe menos, mas energia e transporte coletivo têm alta

IPCA variou 0,33% no mês passado. Soma agora 2,94% no ano e 4,48% em 12 meses. Taxa é maior em São Paulo: 5,03%. Já o INPC está acumulado em 3,61%
por Redação RBA publicado 08/08/2018 11h47, última modificação 08/08/2018 13h22
IPCA variou 0,33% no mês passado. Soma agora 2,94% no ano e 4,48% em 12 meses. Taxa é maior em São Paulo: 5,03%. Já o INPC está acumulado em 3,61%
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energia

A tarifa de energia subiu menos, mas foi responsável por mais da metade da inflação. Em São Paulo, alta foi de 10%

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa oficial de inflação no país, variou 0,33% em julho, segundo o IBGE, depois do pico do mês anterior (1,26%). Mas ficou acima de julho do ano passado (0,24%). Com isso, o índice soma 2,94% no ano (1,43% em 2017) e sobe para 4,48% em 12 meses. A inflação foi bem mais alta na região metropolitana de São Paulo: 0,63% no mês, acumulando 5,03%.

Apesar de subirem menos, itens importantes, como a energia elétrica e o transporte coletiva, registram alta. Energia, por exemplo, passou de 7,93% para 5,33%, mas foi responsável por mais da metade do índice mensal, com 0,20 ponto percentual. A taxa de água e esgoto subiu 0,69%, enquanto o gás de botijão registrou queda de 0,18%, apesar do reajuste nas refinarias. Com esses e outros resultados, o grupo Habitação teve variação de 1,54%.

Já Transportes variou 0,49%, com deflação nos preços dos combustíveis (-1,80%): a gasolina caiu 1,01% e o etanol, 5,48%, depois de altas no mês anterior de 5% e 4,22%, respectivamente. O ônibus urbano subiu 1,46%, com reajustes de tarifas no Rio de Janeiro e em Rio Branco. O intermunicipal variou 0,38%, em média, depois de aumentos em Goiânia, Porto Alegre e São Paulo. E o interestadual aumentou 8,7%, com alta de 19,22% em Fortaleza. As passagens aéreas, que haviam caído 2,05% em junho, aumentaram 44,51% no tradicional mês de férias.

O grupo de maior peso na composição do IPCA, Alimentação e Bebidas, teve deflação (-0,12%), depois de subir 2,03% em junho, a maior alta em mais de dois anos. As variações foram de -1,72% (São Luís) a 1,07% (São Paulo). "A deflação desse grupo em julho refletiu, além do aumento da oferta de itens alimentícios, o realinhamento de preços após as altas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros, no final de maio", diz o IBGE.

Alimentos para consumo no domicílio registraram queda de 0,59% – haviam subido 3,09% em junho. O instituto destaca produtos como cebola (de 1,42% para -33,50%), batata inglesa (de 17,16% para -28,14%), tomate (de 0,94% para -27,65%), frutas (de 1,61% para -5,55%) e carnes (de 4,60% para -1,27%). Entre as altas, o leite longa vida (11,99%) e o pão francês (2,22%).

Mas a alimentação fora de casa subiu mais: de 0,17%, no mês anterior, para 0,72%. Os destaques foram lanche (1,40%) e refeição (0,39%). 

O grupo Vestuário recuou 0,60%, com queda em todos os tipos de roupa: masculinas (-0,94%), femininas (-0,87%) e infantis (-0,91%). Os preços dos calçados também caíram (-0,44%). Saúde e Cuidados Pessoais  variou 0,07%, com alta de 0,30% no item plano de saúde. 

Entre as regiões, São Paulo teve o maior índice (0,63%), com altas de 10,08% nas energia elétrica, 11,46% no leite longa vida e 45,77% na passagem aérea. O menor foi registrado em Campo Grande, com quedas em alguns alimentos e na gasolina (-2,98%). Depois da região metropolitana paulista, vêm Rio de Janeiro (0,59%) Brasília (0,58%), Rio Branco (0,51%), Curitiba (0,28%), Salvador (0,24%), Vitória (0,19%), Belo Horizonte (0,18%), Porto Alegre (0,05%), Belém (0%), Goiânia (-0,05%), Aracaju (-0,06%), Recife (-0,06%), Fortaleza (-0,09% e São Luís (-0,28%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,25%, ante 1,18% em junho e 0,17% em julho de 2017. Com esse resultado, soma 2,83% no ano e 3,61% em 12 meses.