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Efeito caminhoneiro

Alimentos, combustíveis, gás e energia fazem inflação disparar

IPCA de junho atingiu 1,26%, maior taxa para o mês desde 1995. Em 12 meses, índice subiu para 4,39%
por Redação RBA publicado 06/07/2018 10h11
IPCA de junho atingiu 1,26%, maior taxa para o mês desde 1995. Em 12 meses, índice subiu para 4,39%
Tânia Rêgo/Agência Brasil
inflação

Paralisação dos caminhoneiros teve impacto decisivo para a inflação apurada no mês passado

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, variou 1,26% em junho, maior taxa para o mês desde 1995, e três vezes maior que a apurada em maio (0,40%). Alimentos, energia, gás e gasolina contribuíram para o resultado, que teve impacto da manifestação do caminhoneiros – apenas os combustíveis representaram um quinto do resultado. Segundo o instituto, é a primeira vez que o índice oficial de inflação fica acima de 1% em dois anos e meio. Com os dados divulgados na manhã desta sexta (6), o IPCA no ano subiu para 2,60%. Em 12 meses, depois de se manter abaixo de 3%, atingiu 4,39% em 12 meses.

Três dos nove grupos que compõem o índice responderam por 93% do resultado do mês passado: Alimentação e Bebidas (2,03%, depois de variar 0,32% em maio), Habitação (2,48%) e Transportes (1,58%). Apenas um teve deflação (Vestuário, -0,16%).

Apenas os alimentos para consumo em domicílio subiram de 0,36%, em maio, para 3,09%. Destaques para as altas de batata inglesa (de 17,51% para 17,16%), leite longa vida (de 2,65% para 15,63%), frango inteiro (de -0,99% para 8,02%) e carnes (de -0,38% para 4,60%).

Em Habitação, a energia elétrica variou 7,93%, ante 3,53% no mês anterior. Representou o maior impacto individual do mês, com 0,29 ponto percentual. Além da bandeira vermelha em vigor, houve reajustes em quatro regiões: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

Já o gás encanado subiu 2,37%, com reajustes de tarifa no Rio de Janeiro e em São Paulo. O gás de botijão teve alta de 4,08%, com impacto de 0,05 ponto no índice geral. Além disso, a taxa de água e esgoto aumentou 1,10%.

Com aumento de 5%, a gasolina representou impacto de 0,22 ponto e o etanol (4,22%, chegando a 14,57% em Goiânia), de 0,04. Apenas esses dois itens corresponderam a 21% do IPCA. O óleo diesel recuou 5,66% e as passagens aéreas, 2,05%, praticamente sem impacto no resultado geral (-0,02 ponto).

Ainda no grupo Transportes, o ônibus urbano teve variação de 0,42%, com aumento na passagem do Rio. Houve ainda alta de 0,66% no ônibus intermunicipal de Porto Alegre, também por aumento de tarifa, que ocorreu ainda em São Paulo. 

Entre as regiões pesquisadas, o maior índice do mês foi registrado em Belo Horizonte (1,86%), com aumentos de energia, gasolina e leite longa vida. O menor foi o de Belém (0,69%), com quedas nos pescados e na refeição fora de domicílio. O IPCA variou 1,56% em Curitiba, 1,47% em Recife, 1,43% em Porto Alegre, 1,31% em Aracaju, 1,30% em São Luís, 1,29% em Vitória, 1,25% em Goiânia, 1,20% em Brasília e no Rio, 1,15% em Fortaleza, 1,11% em São Paulo, 0,87% em Campo Grande, 0,86% em Salvador e 0,77% em Rio Branco. No período de 12 meses, vai de 1,17% (Rio Branco) a 5,19% (Goiânia).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 0,43%, em maio, para 1,43%, também na maior taxa para o mês desde 1995. O acumulado no ano foi para 2,57% e em 12 meses, para 3,53%.