Home Economia Produção industrial cresce em maio, mas IBGE pede cautela
Atividade

Produção industrial cresce em maio, mas IBGE pede cautela

Gerente da pesquisa lembra que o setor ainda tem 'espaço importante a ser percorrido' para se recuperar
Publicado por Redação RBA
14:10
Compartilhar:   
Combremack
Fio e cabos elétricos

Produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos teve queda de 7% em relação a maio do ano passado

São Paulo – A produção industrial brasileira cresceu 0,8% de abril para maio, no segundo resultado positivo seguido, de acordo com o IBGE. Segundo o instituto, que divulgou os resultados hoje (4), todas as atividades econômicas e 17 dos 24 ramos pesquisados registraram crescimento, com destaque para os 9% de alta na produção de automóveis e caminhões, taxa mais alta desde dezembro.

“Esse aumento da produção industrial precisa ser relativizado”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. “É claro que houve uma melhora de ritmo, mas ainda há um espaço importante a ser percorrido para a indústria recuperar as perdas do passado”, acrescenta o técnico. Ele informou que o setor está 18,5% abaixo do nível recorde de atividade, que ocorreu em junho de 2013.

Na comparação com maio do ano passado, a produção cresceu 4%. A atividade registra alta de 0,5% no ano e retração de 2,4% em 12 meses, com redução no ritmo de queda, que há um ano era de 9,7%.

Na comparação com maio do ano passado (4%), o IBGE apurou resultado positivo nas quatro categorias econômicas, em 18 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e 59% dos 805 produtos pesquisados. A principal influência positiva também veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (27,9%), “impulsionada, em grande parte, pelos itens automóveis, caminhão-trator, veículos para transporte de mercadorias, caminhões e autopeças”. O instituto destaca ainda equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (crescimento de 25,9%) e máquinas e equipamentos (8,9%), entre outros.

Das sete atividades com retração em relação a maio de 2016, destaque para coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (- 7,0%) e produtos de minerais não-metálicos (-3,8%).