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Instável, produção industrial sobe em abril, mas cai no ano

Atividade cresceu em relação a março, mas na comparação com abril do ano passado teve a queda mais intensa dos seis últimos meses. Em 12 meses, diminui 3,6%, em ritmo menor de retração
por Redação RBA publicado 02/06/2017 11h03
Atividade cresceu em relação a março, mas na comparação com abril do ano passado teve a queda mais intensa dos seis últimos meses. Em 12 meses, diminui 3,6%, em ritmo menor de retração
IVESTE-SP/REPRODUÇÃO
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Setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 3,2% em relação a abril de 2016

São Paulo – A produção industrial segue trajetória instável, com resultados inferiores aos do ano passado. De março para abril, a atividade avançou 0,6%, depois de cair 1,3% no mês anterior, ficar estável em fevereiro e variar -0,1% em janeiro. Em comparação com abril de 2016, a produção recua 4,5%, a queda mais intensa desde outubro. No ano, cai 0,7%, e em 12 meses acumula retração de 3,6%, em ritmo menor. Os resultados foram divulgados na manhã de hoje (2) pelo IBGE.

No mês, a produção cresceu em três das quatro categorias econômicas e em 13 dos 24 ramos pesquisados. O instituto destaca  produtos farmoquímicos e farmacêuticos (19,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2%) e máquinas e equipamentos (4,9%). Todas essas atividades haviam caído em março. Entre os que caíram, indústrias extrativas (-1,4%) completou o terceiro mês de queda.

Na comparação com abril de 2016, caiu a atividade em três das quatro categorias, 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 59,4% dos 805 produtos. O setor de produtos alimentícios recuou 16,4%, na principal influência negativa.

Também registraram queda coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-13,9%), bebidas (-9,1%), produtos de minerais não-metálicos (-6,6%), máquinas e equipamentos (-3,2%) , outros equipamentos de transporte (-10,1%) e móveis (-10,3%). Entre os resultados positivos, destaque para indústrias extrativas (4,4%), metalurgia (7,5%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,8%).

De janeiro a abril, o IBGE apurou  resultados negativos em duas das quatro categorias econômicas, 12 dos 26 ramos, 39 dos 79 grupos e 49,6% dos 805 produtos pesquisados. As principais quedas foram registradas em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,1%) e produtos alimentícios (-6,2%).