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Indústria paulista fecha 8.500 vagas em agosto; Fiesp prevê menos 80 mil em 2012

Para entidade, segundo semestre deve ser melhor, mas recuperação ocorrerá com ritmo e velocidade menores do que o esperado
por Redação da RBA publicado 13/09/2012 18h08, última modificação 13/09/2012 19h33
Para entidade, segundo semestre deve ser melhor, mas recuperação ocorrerá com ritmo e velocidade menores do que o esperado

São Paulo – A indústria paulista fechou 8.500 vagas em agosto, informaram hoje (13) a Federação das Indústrias do Estado (Fiesp) e o Centro das Indústrias (Ciesp). As entidades estimam que o setor fechará 2012 com 80 mil postos de trabalho a menos – isso indica mais cortes até, porque no acumulado do ano, até o mês passado, foram criados 23,5 mil empregos, variação de 0,9%, ante 4,11% em igual período de 2011 e 7,53% em 2010. Nos últimos 12 meses, a indústria eliminou 84 mil vagas (-3,13%).

Apenas em agosto, o setor de produtos têxteis fechou 3.537 vagas e o de confecção de artigos de vestuário, 2.534. O segmento de açúcar e álcool cortou 1.596 postos de trabalho. Mesmo o setor de veículos automotores, beneficiado por redução de tributos, também teve redução na mão de obra (-1.312). Entre os setores que contrataram, o destaque foi o de máquinas e equipamentos, com 1.684 empregos a mais.

“Nós acreditamos que o segundo semestre pode ser melhor do que o primeiro, porém, a recuperação ocorre numa intensidade, força e velocidade bem menor do que aquela que chegamos a pensar que teríamos”, afirmou o diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini. “O emprego demora a cair quando a indústria começa a fraquejar e demora a voltar quando a indústria começa a se recuperar.”

A entidade mantém projeção de crescimento de 1,4% do PIB este ano, com queda de 2,5% do PIB industrial. Francini afirmou que a redução da taxa básica de juros, o câmbio mais “competitivo” e medidas como desoneração da folha e redução do custo de energia estão no rumo certo para “mitigar a moléstia adquirida pela indústria de perda de competitividade”, embora não haja tempo suficiente "para salvar o ano".