Setor de máquinas entra na fila por desoneração da folha de pagamento

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, discutiu hoje (20), em Brasília, com o primeiro vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, medidas […]

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, discutiu hoje (20), em Brasília, com o primeiro vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, medidas para desonerar a folha de pagamento do setor. Na semana passada, Mantega recebeu o setor têxtil, de móveis, autopeças e aeroespacial, que trataram do mesmo assunto. Para conceder o benefício, o governo quer, como contrapartida, que os empregos no setor sejam mantidos.

Pelo Plano Brasil Maior, lançado no ano passado, a alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi reduzida de 20% para zero e o empresariado opta pelo recolhimento de 1,5% sobre o faturamento. Agora, a indústria pede uma alíquota menor a ser cobrada sobre o faturamento. No caso da Abimaq, a sugestão é 1%.

Velloso informou ainda que o governo deve anunciar, nos próximos dias, mais medidas além da desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, serão medidas para ajudar o setor exportador. Velloso lembrou que o setor de máquinas e equipamentos emprega atualmente 260 mil pessoas e o faturamento chegou a R$ 80 bilhões em 2011. Mais de 30% da produção são destinados à exportação.

“Acreditamos que o governo vai atender aos nossos reclames. Acreditamos que o governo está convencido que a competitividade precisa ser trazida de volta. O que estamos pedindo agora é a substituição dos 20% do INSS por 1% sobre o faturamento e ainda 1% da Cofins sobre os importados”, disse Velloso.

De acordo com ele, as medidas de desoneração devem ser anunciadas após a viagem da presidenta Dilma Rousseff à Índia. A presidenta viaja no dia 29 para reunião dos países que formam o Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Mantega também recebeu hoje o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, mas não foi divulgado o teor dessa conversa.

 

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