Manifestação

‘Vacina no braço, comida no prato.’ Trabalhadores da UFRJ protestam contra Bolsonaro

Iniciativa contou com a instalação de um telão de LED na Praia Vermelha, com projeção de vídeo na Lapa sobre a condução do governo durante a pandemia

Renan Silva
Projeção na Lapa destacou responsabilidade do governo Bolsonaro na crise sanitária da covid-19

São Paulo – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj) promoveu nesta sexta-feira (9) uma série de ações em defesa da vida e contra o governo de Jair Bolsonaro.

Em diversos pontos dos campi da UFRJ e na capital fluminense foram colados cartazes imitando a estética dos anúncios de supermercados, com alguns aludindo à expressão “Bolsocaro”. O material destacava a elevação dos preços do gás e da gasolina, de itens como carne, gasolina, arroz, e da cesta básica, chamando a atenção para o aumento do custo de vida da população.

Bolsocaro: cartazes retratam o preço elevado de itens do dia a dia

O mote das ações dos trabalhadores do sindicato foi “vacina no braço, comida no prato: Fora Bolsonaro!” e a iniciativa de destaque foi a instalação de um telão de LED na Praia Vermelha, com a realização de uma projeção na fachada da Escola de Música, na Lapa. Foi exibido um vídeo denunciando as ações e omissões do governo federal na condução da pandemia. A entidade também instalou um outdoor em frente à Linha Vermelha.

Projeção dos trabalhadores da UFRJ trouxe dados sobre a crise econômica e sanitária
Protesto chamou a atenção da população da capital fluminense

As ações repercutiram nas redes sociais. “Orgulho de ser UFRJ de luta! Essa instalação no campus da UFRJ na Praia Vermelha, colocada pelo Sintufrj, devia estar em todas as esquinas, outdoors e muros das cidades brasileiras. #ForaBolsonaro”, postou em seu perfil no Twitter a professora de Direito Penal e Criminologia da universidade, Luciana Boiteux.

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), também comentou a iniciativa, corrigindo uma informação divulgada pelo jornal O Globo de que o painel de LED teria sido instalado pela própria universidade. “A ação na verdade foi do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ – o @Sintufrj – e denuncia um governo que não apenas promove um genocídio, mas que destrói as universidades no momento em que o Brasil mais precisa de investimento em pesquisa, ciência e tecnologia”, postou em seu perfil.

As fotos acima são de Renan Silva