Capital paulista

Tatto: novo rodízio de veículos ‘é inerte, ineficaz e irresponsável’

Ex-secretário Municipal de Transportes da capital paulista considera que o prefeito Bruno Covas (PSDB) está colocando a população em risco com a medida

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Ex-secretário de Transportes da capital paulista, Tatto considera que o novo rodízio não tem eficácia

São Paulo – O novo rodízio de veículos em São Paulo, em que metade dos carros pode circular em dias pares e a outra metade em dias ímpares, “é inerte, ineficaz e irresponsável”, na avaliação do ex-secretário Municipal de Transportes da capital paulista Jilmar Tatto. Ele comentou as medidas do governo do prefeito Bruno Covas em entrevista à Rádio Brasil Atual.

“É uma medida insana, porque é a quarentena do carro. No momento que você precisa proteger as pessoas em função do coronavírus, você está protegendo o carro. Você deixa o carro em casa e pede para as pessoas saírem e pegarem o transporte público. Com um agravante: reduz a frota de ônibus. E é uma medida sem nenhum planejamento, porque não foi combinado com o secretário de Transportes Metropolitanos”, afirmou.

O próprio prefeito já reconheceu que medidas mais restritivas de circulação – como o lockdown – vão precisar ser articuladas na região metropolitana e não apenas na capital. Mas manteve o rodízio por ora. Desde o dia 11, o rodízio passou a ser pelo final da placa par ou ímpar, com 24 horas de duração e válido em toda a cidade – não só no centro expandido.

Trapalhão

“Do ponto de vista político ele é um trapalhão. Eu fui secretário de Transportes por seis anos na cidade de São Paulo, fui o secretário que mais tempo ficou nessa pasta, e eu nunca vi coisa igual”, criticou Tatto. “E olha que eu tenho estudado isso no mundo todo. Isso que foi implantado não existe em lugar nenhum do mundo. Uma verdadeira jabuticaba que só existe no Brasil, na cidade de São Paulo”, comparou.

Antes do novo rodízio, Covas promoveu bloqueios nas principais avenidas da cidade, mas sem um plano para garantir a circulação de profissionais de saúde, segurança e outros que atuam em serviços essenciais.

“Quando chegou o coronavírus eles pediram para o povo ficar em casa, a população ficou em casa, e ele reduziu 50% a frota de ônibus. Que que adianta? Era para manter a frota 100%. Com a população 50% em casa, você tinha os espaçamentos entre uma pessoa e outra, uma segurança maior. É um crime que está se cometendo. Você está espalhando o vírus, causando a aglomeração das pessoas”, disse o ex-secretário.

Confira a entrevista completa:


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