Dia Mundial da Alimentação

Retrocesso em políticas públicas agrava fome no Brasil

Coordenador da entidade afirma que o Brasil falha também ao não valorizar movimentos sociais ligados à agricultura familiar

Governo do Estado do Rio de Janeiro/Reprodução
ONU Alimentação

Secretário-geral da ONU pediu comprometimento do países, ressaltando que uma em cada nove pessoas no mundo não tem comida

São Paulo – Apesar do compromisso que o Brasil tem no combate à fome e pelo fomento ao acesso a uma alimentação saudável e nutritiva, de acordo com o coordenador geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf-Brasil), Marcos Rochinski, o país retrocedeu nas políticas públicas consideradas essenciais para alcançar a segurança alimentar no país.

“O governo Temer acabou com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e simplesmente acabou também com essas políticas de fortalecimento da agricultura familiar e da segurança alimentar. Não é à toa que o Brasil em pouco tempo volta a fazer parte do Mapa da Fome”, afirma o dirigente à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual. 

Ainda longe do cumprimento da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), assinada pelo Brasil para garantir o fim da fome e desenvolver a agricultura sustentável, Rochinski avalia que o enfrentamento da questão social ainda demanda a valorização dos movimentos ligados à agricultura familiar.

A preocupação pelo comprometimento dos países com a causa também foi levantada nessa terça-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, pelo secretário-geral ONU, António Guterres. Em mensagem para relembrar a data, Guterres alertou que uma em cada nove pessoas no mundo não tem comida suficiente para se alimentar de forma adequada. 

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