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Resistência

Laerte na luta contra a ditadura: 'A gente ainda quer a democracia'

Cartunista participa do livro manifesto "Lula Livre, Lula Livro". Em entrevista à TVT, ela afirma que a luta pela democracia passa hoje pela defesa da liberdade do ex-presidente Lula
por Redação RBA publicado 09/08/2018 11h36, última modificação 09/08/2018 13h01
Cartunista participa do livro manifesto "Lula Livre, Lula Livro". Em entrevista à TVT, ela afirma que a luta pela democracia passa hoje pela defesa da liberdade do ex-presidente Lula
TVT/Reprodução
Laerte entrevista TVT

Para Laerte, o Judiciário brasileiro é o novo instrumento de repressão política

São Paulo – Foi na luta e resistência contra a ditadura que a cartunista Laerte Coutinho se encontrou profissionalmente. Passados 33 anos, a artista ainda vê a democracia no Brasil como algo inacabado. "Conquistamos o status democrático, mas a democracia é uma ideia complexa", analisa. Uma das autoras do livro manifesto Lula Livre, Lula Livro, Laerte toma como desafio hoje a luta pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cita o Judiciário como o novo instrumento de repressão política.

"Vencemos uma etapa da ditadura em 85, mas depois essas coisas todas vêm se construindo de uma forma que não dá pras pessoas relaxarem e falarem ‘pronto, acabou, chegamos’. Não, não chegamos", contesta a cartunista, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT. Ela considera a democracia, um valor que beneficia toda a população, como algo mutável e que demanda absorção de novas ideias. 

Convidada pelo escritor Marcelino Freire, um dos organizadores da antologia que reúne o trabalho de 86 autores, a artista explica seu trabalho a partir da integração do humor de costumes e político, que, ainda que possam estar ocasionalmente isolados, dão conta de uma crise que, para ela, envolve as esferas políticas, mas trata sobretudo de toda a sociedade.

Nesse sentido, e por considerar o humor uma ferramenta democrática, Laerte ressalta haver semelhança entre os períodos do início de sua carreira e o atual momento. "A semelhança é que a gente ainda quer a democracia", explica.

Ainda assim, a cartunista vê com otimismo o futuro e a retomada democrática, a começar pelo impacto das novas tecnologias sobre tradicionais veículos de comunicação. "Eu acho que o Brasil vai ter que encarar uma época em que a mídia vai ser redesenhada em termos realmente democráticos para atender essa população que hoje está sofrendo e sendo manipulada."

Assista à entrevista: