Diário do Bolso

Dois “pôs”, dois “kkks” e um palavrão

Diário, hoje tenho uma meia dúzia de cinco assuntos

Reprodução/Facebook
Olha eu e o meu irmão Renato, que agora apareceu na imprensa só anda intermediando umas verbas aí...

Dois “pôs”, dois “kkks” e um palavrão

Diário, hoje tenho uma meia dúzia de cinco assuntos. São dois “pôs”, dois “kkks” e um palavrão.

O primeiro “pô” é que o Lula ganhou um prêmio de uma tal de FIDH (Federação Internacional dos Direitos Humanos). Os fidhidos disseram que ele é preso político e combateu a fome e a pobreza. Grande coisa…

Um “kkk” é a denúncia do Ministério Público contra o Glenn Greenwald. O procurador que fez isso foi o Wellington Oliveira, aquele mesmo que acusou o Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, de ter caluniado o Moro. O Wellington é dos nossos. Tanto que escreve “jornalista” entre aspas quando fala do Glenn. É isso aí, não tem que disfarçar mesmo!

Um “pô” bem chato é que a gente gastou R$ 48 milhões pruma consultaria americana abrir a caixa preta do BNDES e eles não acharam nada. Pô, por 48 milhões tinha que achar alguma coisa. Cadê o meu direito de consumidor? Agora ficou na cara que a história da corrupção do BNDES era fake news, que nem o kit gay e mamadeira de piroca. Na próxima eleição vamos ter que inventar umas coisas novas.

O segundo “kkk” é que o Fux suspendeu a implementação do juiz de garantias. É que nem dizem os rapazes da Lava Jato: “In Fux we trust.”

E o palavrão é porque a Folha de S.Paulo descobriu que meu irmão Renato está intermediando umas liberações de verbas aí.

O Renato mora em Miracatu, que é uma cidadezinha de nada, que tem uns 20 mil habitantes. Mas, desde que eu virei presidente, o lugar passou a receber uns caras graúdos. Já tiveram lá o secretário da Pesca Jorge Seif, o Luiz Antônio Nabhan Garcia, de Assuntos Fundiários, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) André Mendonça e o presidente da Embratur, Gilson Machado. Miracatu tá ficando importante!

Mas de vez em quando o Renato também vai lá pra Brasília, fala com uns caras e consegue uma verba.

Por exemplo, tinha uma ponte lá em São Vicente que ia cair. O município e o estado ficavam brigando pra ver quem ia pagar. Aí o Renato foi lá, falou com um, falou com outro, e o governo federal é quem vai pagar a conta de 58 milhões.

Se ele ganhou alguma coisa com isso, a Folha não diz. Ainda bem.

Esse meu irmão é aquele que era funcionário fantasma na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele ficou três anos como assessor do deputado estadual André do Prado (PL), ganhando R$ 17 mil por mês. Mas nunca aparecia lá.

Na próxima eleição pra prefeito em Miracatu, o Renato vai ser cabo eleitoral do Vinícius Queiroz (sempre tem um Queiroz no meio). Aí, se o cara ganhar, o Renato tá arrumado.

Diário, uma coisa ninguém pode negar: eu sou um cara muito família!

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