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90 anos de Piazzola ganham coletânea

por Guilherme Bryan, para a Rede Brasil Atual publicado 13/06/2011 11h25, última modificação 13/06/2011 14h47

(Reprodução)

Em 11 de março, o bandeonista e compositor argentino Astor Piazzolla, um dos maiores nomes da história do tango, compleetaria 90 anos – ele morreu em 4 de julho de 1992, em Buenos Aires. Para marcar a data, a gravadora brasileira Azul Music coloca no mercado um CD duplo, “Ritratto”.

A coletânea foi nicialmente lançado na Itália com seus maiores sucessos, como “Libertango”, “Bandoneon” e “Adiós Noniño”, feita em homenagem ao pai e que já esteve presente em dezenas de filmes.

Nascido em Mar del Plata, Astor Piazzola era filho de imigrantes italianos, e, aos 8 anos, quando morava com os pais nos Estados Unidos, ganhou o primeiro bandoneon. Poucos anos depois, ele também aprenderia a tocar piano, com Bela Wilde, pianista húngaro discípulo de Rachmaninov.

Influenciado pelo jazz, ele retornou à Argentina e, na década de 1960, definiu um novo e inovador estilo de interpretar o tango, o  mais tradicional gênero musical argentino. De modo semelhante ao que aconteceu com a bossa nova no Brasil, ele foi extremamente criticado pelos músicos e estudiosos de música mais conservadores.

Outra semelhança com o movimento musical brasileiro é que ele também alcançou grande fama e reconhecimento internacional, a ponto de gravar com artistas consagrados com o vibrafonista Gary Burton, o saxofonista Gerry Mulligan e Tom Jobim, entre outros.