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Brasil cria quase 132 mil empregos formais em maio

Em relação ao ano de 2009, vagas com carteira assinada passam de 180 mil. "Estamos olhando a crise pelo retrovisor", afirma ministro
por Isabel Versiani publicado , última modificação 22/06/2009 12h00 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.
Em relação ao ano de 2009, vagas com carteira assinada passam de 180 mil. "Estamos olhando a crise pelo retrovisor", afirma ministro

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Brasília - A economia brasileira abriu 131.557 postos de trabalho com carteira assinada em maio, o quarto mês seguido de alta, mostraram dados do Ministério do Trabalho nesta segunda-feira (22).

O número representa uma alta de 0,41% sobre abril, segundo o Cadastro Geral de Emprego (Caged) e foi alavancado principalmente pelo crescimento do emprego na agricultura.

Pela primeira vez no ano, contudo, todos os setores da economia e todas as regiões do país apresentaram alta de emprego.

"Estamos olhando a crise pelo retrovisor", afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a jornalistas.

"Espero uma grande virada para o segundo semestre, liderada por uma recuperação da indústria da transformação e da construção civil."

A agricultura foi responsável pela criação de 52.927 empregos em maio, dado impactado pelo cultivo sazonal de cana e café no centro-sul do país. Em seguida, vieram os setores de serviços (+44.029 postos) e da construção civil (+17.407 postos).

A indústria de transformação criou apenas 700 postos de trabalho, afetada por um desempenho negativo dos setores de metalurgia e de mecânica, mas Lupi previu uma retomada mais expressiva a partir do segundo semestre.

No mês passado, um total de 1.348.575 trabalhadores foram admitidos e 1.217.018 foram demitidos na economia formal no país.

Com esse resultado, o número de vagas formais criadas no ano até maio soma 180.011. De janeiro a maio de 2008, as vagas criadas totalizavam 1,051 milhão.

Lupi afirmou que o desempenho do emprego em junho "certamente" será mais favorável do que o de maio. Ele acrescentou que o número acumulado no primeiro semestre de criação de vagas chegará a algo entre 350 mil e 400 mil no final de junho --o que implica a abertura de 170 mil a 220 mil vagas este mês.

Para garantir a sustentabilidade da retomada, Lupi defendeu a continuidade da queda dos juros e a renovação da desoneração tributária para o setor automotivo, programada para terminar no final deste mês.

O ministro do Trabalho anunciou, ainda, que está sendo negociado com o Banco do Brasil uma "diminuição forte na taxa final" dos empréstimos oferecidos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

"Não estou imaginando que estamos com o jogo ganho", afirmou Lupi ao comentar o desempenho do emprego.

Fonte: Reuters

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