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Número de casos de dengue dobra no início do ano

Apesar do aumento, Ministério da Saúde diz que a doença se concentra em cinco estados do Centro-Oeste e do Norte, que respondem por 70% do total
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado , última modificação 26/02/2010 17h39
Apesar do aumento, Ministério da Saúde diz que a doença se concentra em cinco estados do Centro-Oeste e do Norte, que respondem por 70% do total

Brasília - O número de casos de dengue este ano, até o último dia 13, chegou a 108.640, mais do que o dobro em relação ao ano anterior (51.873), segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Saúde. O número de mortes caiu de 32 para 21. De acordo com o ministério, as chuvas e as temperaturas altas ajudam a aumentar o total de casos, por facilitar a reprodução do mosquito transmissor. Outro fator é a volta da dengue do tipo 1, mais intensa no final da década de 80, diz o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. “Quando você tem uma população que nunca foi exposta a determinado tipo de vírus, a chance de epidemia é muito grande. E temos uma parcela da população que não teve contato com esse vírus . São crianças e adultos jovens que nasceram após esse período em que houve maior circulação do tipo 1”, afirmou.

Ainda segundo o ministério, mais de 70% dos casos se concentram em cinco estados, nas regiões Centro-Oeste e Norte: Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. E cinco municípios concentraram 34% dos casos: Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Aparecida de Goiânia (GO).

“Esses dados obviamente nos preocupam, mas eles se concentram em cinco estados da federação, demonstrando nesse momento uma concentração da doença na região Centro-Oeste e Norte do país”, disse o coordenador.

A maior incidência foi registrada em Mato Grosso, com 891,7 mil casos a cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, o número de casos (2.930) cresceu 589%, mas a incidência da doença é considerada baixa (7,1 casos a cada 100 mil habitantes). A incidência é vista como alta quando supera 300 casos a cada 100 mil pessoas.

Com informações da Agência Brasil