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Novo Fies tem três novas modalidades e desconto em folha de pagamento

Principais mudanças visam a combater a inadimplência. Fim de período de carência prejudica o estudante, aponta especialista
por Redação RBA publicado 07/07/2017 14h10, última modificação 07/07/2017 14h26
Principais mudanças visam a combater a inadimplência. Fim de período de carência prejudica o estudante, aponta especialista
reprodução/TVT
fies

Especialista alerta que jovem recém-formado ainda não tem carreira estabilizada para poder arcar com dívida

São Paulo – O Ministério da Educação anunciou na quinta-feira (6) novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com três modalidades de empréstimo, sendo uma delas com juro zero. Atualmente os juros cobrados são de 6,5%. As mudanças, previstas para vigorar no ano que vem, constam em medida provisória que precisa ser aprovada pelo Congresso. Com a medida, acaba o prazo de carência de 18 meses após a conclusão do curso para que a pessoa comece a pagar o financiamento.

O primeiro tipo de contrato do Fies será para alunos com renda per capita familiar de até três salários mínimos, com 100 mil vagas com juro real zero e correção pela inflação. 

A modalidade regional vai oferecer 150 mil vagas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste para estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos, com juros de até 3% ao ano, mais correção da inflação, para alunos que tiverem crédito aprovado em banco.

Na terceira modalidade, o Fies terá como fontes de recursos o BNDES e os fundos regionais de desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com juros baixos, também para estudantes com renda familiar per capita mensal de até cinco salários mínimos. O risco de crédito também será dos bancos. Serão ofertadas 60 mil vagas no próximo ano. 

Pelas regras atuais, os estudantes têm prazo de até 18 meses após a conclusão do curso para começar a pagar o empréstimo. A partir de 2018, o pagamento será descontado em folha assim que o estudante conseguir emprego formal, com parcelas de, no máximo, 10% da renda mensal. 

Para o especialista em educação Gilberto Alvarez, o professor Giba, as mudanças visam a reduzir a inadimplência que afeta o financiamento, mas o fim do período de carência para o pagamento após o fim do curso é prejudicial, segundo ele, pois, nesta fase o trabalhador recém-formado ainda enfrenta uma série de dificuldades para se estabilizar na carreira. "A minha maior preocupação é que ainda acho que o aluno tem que ter uma carência para que ele possa se posicionar e se estabilizar no mercado de trabalho", afirma o professor, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT

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