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Rio de Janeiro

Professores da Uerj decidem não entrar em greve, mas dão 'ultimato' a Pezão

Mantidos em estado de greve, professores pedem apoio dos alunos e podem iniciar paralisação já na próxima assembleia, se o governo estadual não colocar salários em dia
por Vladimir Platonow, da Agência Brasil publicado 19/04/2017 11h01
Mantidos em estado de greve, professores pedem apoio dos alunos e podem iniciar paralisação já na próxima assembleia, se o governo estadual não colocar salários em dia
reprodução/Asduerj
professores uerj

Professores da Uerj podem desencadear greve na próxima assembleia da categoria, marcada para o dia 26

Agência Brasil – Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) rejeitaram a proposta de entrarem de imediato em greve, mas não descartaram uma paralisação, que será avaliada dentro de uma semana. A decisão foi tomada durante assembleia da categoria, na tarde desta terça-feira (18), quando professores lotaram a capela da universidade, no campus central.

Sem receber o décimo terceiro salário e com os pagamentos atrasados, os professores relataram a situação dramática da Uerj, que ficou paralisada desde o ano passado, com a falta de pagamento dos trabalhadores terceirizados de limpeza e segurança. A universidade voltou às aulas recentemente, com o retorno dos serviços básicos, mas ainda está em condições precárias de conservação.

O vice-presidente da Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), Paulo Alentejano, votou pelo início imediato da greve, mas reconheceu que a categoria está dividida quanto à questão. “O que saiu daqui foi um ultimato ao governador Luiz Fernando Pezão. Ou ele coloca os salários em dia ou, então, nós vamos decretar greve na próxima assembleia. Ficou claro que, para uma parcela da categoria, a greve já seria hoje, mas para outra parte é preciso conversar com os estudantes e mobilizá-los mais”, disse Alentejano, que é professor de geografia.

A presidente da Asduerj, Lia Rocha, votou pela manutenção do estado de greve, mas foi contra a deflagração imediata da paralisação. “A gente tem uma unidade, por mais que tenhamos divergência, na compreensão de que não há condição de funcionamento. Têm professores dando aula a cada 15 dias e estudantes que estão esperando as bolsas voltarem. Temos que aumentar a mobilização e aumentar o arco de entidades que nos ajudem, porque estamos muito sem interlocução. Se entrássemos em greve hoje, isso invisibilizaria nossa situação”, disse Lia, que é professora de sociologia.

Uma nova assembleia foi marcada para o dia 26, quando novamente será colocada em votação a possibilidade de greve.