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"Estamos ligados"

Metalúrgicos esperam que aliança entre Volks e Ford não afete empregos

Acordo foi anunciado nesta semana pelas empresas do setor automobilístico. Sindicato lembra experiência da Autolatina, entre os anos 1980 e 1990
por Redação RBA publicado 21/06/2018 15h38
Acordo foi anunciado nesta semana pelas empresas do setor automobilístico. Sindicato lembra experiência da Autolatina, entre os anos 1980 e 1990
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montadoras

Fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC: sindicato busca informações sobre nova parceria com a Ford

São Paulo – O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC diz ver com "cautela" comunicado feito pela Volkswagen e pela Ford sobre possível "aliança estratégica" entre as companhias para "expandir capacidades, fortalecer competitividade e atender melhor os clientes". O anúncio foi feito na última terça-feira (19), quando as empresas do setor automobilístico informaram sobre a assinatura de um memorando de entendimentos.

Em nota, o sindicato lembra que as duas montadoras já estiveram juntas no Brasil, quando formaram a Autolatina, em 1987. Naquele período, acrescenta a entidade, "11 mil trabalhadores foram demitidos nas duas empresas, só no primeiro ano, e diversas unidades fabris foram fechadas". A Autolatina terminou formalmente em 1996.

"Temos assistido em todo o mundo a fusão de empresas, como a Mercedes-Benz, pertencente ao grupo Daimler, com a aquisição da Chrisler, depois desfeita; a Fiat com a Jeep, Nissan e Renault, entre outras", afirmam os metalúrgicos. "O que esperamos é que essa fusão anunciada não provoque prejuízos aos trabalhadores, que podem ser ainda maiores do que foram nos quase dez anos da Autolatina, já que o comunicado afirma que se trata de uma parceira global, envolvendo as plantas da Volks e Ford em todo o mundo."

O sindicato disse que está procurando informações com as montadoras, para saber sobre possíveis planos para as unidades no ABC, reafirmando a "defesa intransigente" dos empregos. "Também conclamamos que os demais sindicatos de trabalhadores, seus representantes legítimos em todo o mundo, também acompanhem de perto esse processo. Estamos ligados."