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Para Banco Central, economia brasileira deve crescer 3,1% este ano

por Kelly Oliveira, da Agência Brasil publicado 28/03/2013 10h59, última modificação 28/03/2013 11h00

Banco Central estima crescimento da indústria este ano, depois de uma no de retração em 2012 (CC/Rafael de Luis)

Brasília – A economia deve crescer 3,1%, este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi divulgada hoje (28) pelo Banco Central, no Relatório de Inflação. A projeção está 2,2 pontos percentuais acima da expansão observada no ano passado.

Para a produção agropecuária, a estimativa de expansão é 6%, depois do recuo de 2,3% em 2012. No caso da indústria, a perspectiva de crescimento é 2,3%, ante retração de 0,8%, no ano passado. Para o setor de serviços, a projeção de expansão é 3,1%, superior em 1,4 ponto percentual ao resultado de 2012.

O BC projeta ainda crescimento de 3,5% para o consumo das famílias, ante 3,1% em 2012. Para o Banco Central, esse aumento será “consistente com a expansão moderada da oferta de crédito e a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho”.

O consumo do governo deverá aumentar 2,8%, ante 3,2% em 2012, enquanto a expansão da formação bruta de capital fixo (investimentos em máquinas, equipamentos e na construção civil) deverá atingir 4%.

As exportações e as importações de bens e serviços devem crescer 4,5% e 7%, respectivamente, no período, ante as elevações de 0,5% e 0,2%, respectivamente, em 2012. “As vendas de produtos brasileiros no exterior devem se beneficiar da intensificação do ritmo de atividade em relevantes parceiros comerciais, enquanto o aumento das importações brasileiras se alinha às perspectivas de maior crescimento da demanda doméstica, em particular, de investimentos”, diz o BC, no relatório.

Inflação

Para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o BC prevê um índice de 5,7%, este ano, segundo o Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente. A projeção está 0,9 ponto percentual acima da previsão de dezembro.

Para 2014, a estimativa é que a inflação fique em 5,3%, ante 4,9% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do primeiro trimestre de 2015, a estimativa é 5,4%.

Essas estimativas são do cenário de referência, feito com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (7,25% ao ano) e no dólar a R$ 1,95.

O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são utilizadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e o câmbio. Nesse caso, a estimativa para a inflação, este ano, é 5,8%, 0,1 ponto percentual acima do projetado no cenário de referência e 0,9 ponto percentual maior que a projeção do relatório divulgado em dezembro.

Para o próximo ano, a estimativa desse cenário é que a inflação fique em 5,1%, ante 4,8% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do primeiro trimestre de 2015 é 5,2%.

Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação. O principal instrumento que influencia a atividades econômica e, por consequência, calibra a inflação, é a taxa Selic.

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