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IPCA de novembro tem segunda maior taxa do ano; em 12 meses, vai a 5,53%

Resultados indicam que inflação de 2012 será a menor dos três últimos anos
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 07/12/2012 09h09, última modificação 07/12/2012 09h32
Resultados indicam que inflação de 2012 será a menor dos três últimos anos

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial de inflação no país, teve em novembro a segunda maior taxa do ano (0,60%), pouco acima de outubro (0,59%) e superior à de igual mês do ano passado (0,52%). No ano, está acumulado em 5,01%, abaixo de igual período de 2011 (5,97%). Em 12 meses, vai a 5,53%, acima do 12 meses imediatamente anteriores (5,45%). Os resultados foram divulgados hoje (7) pelo IBGE.

Os números indicam que 2012 fechará com inflação próxima dos 5,6%. Isso representaria a menor taxa em três anos, abaixo tanto de do ano passado, quando acumulou 6,5%, como de 2010 (5,91%).

Os preços dos alimentos mantiveram-se em alta (0,79%), mas em ritmo bem inferior ao de outubro (1,36%, maior variação do ano). O item carnes foi de 2,04% para 0,40%, o arroz passou de 9,88% para 4,05% e o feijão preto, de 1,56% para -1,37%. Também tiveram variação negativa a batata-inglesa (-3,12%), a cebola (-10,11%), a cenoura (-11,24%) e o tomate (-20,90%).

Outros grupos pressionaram a inflação de novembro. O grupo Transporte subiu de 0,24% para 0,68%, com influência das passagens aéreas (de 1,62% para 11,80%), no principal impacto do mês, equivalente a 0,06 ponto percentual. Também subiram a gasolina (de 0,75% para 1,18%), o etanol (de 0,04% para 0,63%) e os automóveis novos (de 0,32% para 0,52%).

Com alta da energia elétrica (de -0,24% para 1,38%), as despesas com habitação subiram 0,64%, ante 0,38% no mês anteriores. A variação foi de 6,01% no Rio de Janeiro e de 4,93% em Belém. Ainda nesse grupo, o IBGE apurou altas no gás de botijão (de 0,49% para 0,99%), do condomínio (de 0,29% para 0,45%) e da mão de obra para pequenos reparos (apesar da desaceleração de 1,68% para 1,14%).

Também subiram as despesas pessoais, de 0,10% para 0,53%. Um dos destaques foram os empregados domésticos, com a variação passando de -0,16% para 0,66%. O grupo Vestuário passou de 1,09%, em outubro, para 0,86%.

Entre os índices regionais, o maior foi o de Belém (1,27%), com impacto do custo com alimentos (2,16%) e da energia (4,93%). O menor foi o de Brasília (0,35%), com queda nos preços dos automóveis usados (-1,29%) e da gasolina (-2,05%). Na região metropolitana de São Paulo, o IPCA ficou praticamente estável (de 0,53% para 0,52%). Em Belo Horizonte, foi de 0,47% para 0,56% e em Porto Alegre, de 0,50% para 0,41%.

INPC cede

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 0,71%, em outubro, para 0,54% no mês passado. Em novembro de 2011, ficou em 0,57%. Com o resultado, o acumulado no ano está em 5,42%, abaixo de igual período de 2011 (5,54%). Em 12 meses, chegou a 5,95%, também abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,99%)