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Pesquisa mostra que população desconhece CPMF e é contra volta da contribuição

Entre os entrevistados, 70% é contra a recriação do chamado imposto sobre os cheques, mas 37% não sabem o que significa sigla
por Daniel Lima publicado 16/03/2011 15h45, última modificação 16/03/2011 15h45
Entre os entrevistados, 70% é contra a recriação do chamado imposto sobre os cheques, mas 37% não sabem o que significa sigla

Brasília – A volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a saúde tem a reprovação de 72% dos brasileiros, indica pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apenas 20% dos entrevistados são a favor e 7% não sabem ou não responderam. Apesar disso, 37% não souberam responder o que é CPMF.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas na pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Qualidade dos Serviços Públicos e Tributação, em 140 municípios, entre os dias 4 e 7 de dezembro de 2010. Entre os participantes, 81% concordam total ou parcialmente que, considerando o valor dos impostos, a qualidade dos serviços públicos deveria ser melhor no Brasil.

De acordo com a CNI a opinião é mais frequente quanto maior o nível de renda familiar do entrevistado. Dois em cada três brasileiros acreditam que não é necessário aumentar os impostos para melhorar os serviços de saúde.

Por regiões, o Sudeste concentra a maioria dos que se opõem ao aumento de impostos. Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados são contrários ou parcialmente contrários à criação de mais tributos. Já entre os moradores do Sul, 30% concordam, total ou parcialmente, com a proposta e 49% discordam, total ou parcialmente.

Na avaliação da CNI, a maioria dos brasileiros entende que o governo já arrecada muito e não precisa aumentar as alíquotas para oferecer novos serviços. Para 87% dos entrevistados, o peso dos impostos no bolso do cidadão é elevado ou muito elevado. Apenas 7% consideram os valores adequados.

A pesquisa mostra ainda que os brasileiros associam a má qualidade dos serviços de saúde à má gestão dos recursos públicos. Segundo o levantamento, 63% concordam que a baixa qualidade dos serviços de saúde se deve mais ao mau uso dos recursos públicos do que à falta de dinheiro. Uma parcela de 18% concorda em parte com isso e apenas 9% discordam.

Energia em alta

A população brasileira aprova a qualidade de apenas quatro serviços públicos, de um total de 12 pesquisados. Segundo os entrevistados, são considerados satisfatórios o fornecimento de energia elétrica e de água, a iluminação pública e a educação superior.

Postos de saúde e hospitais foram considerados os piores serviços públicos: 81% dos entrevistados os avaliam como de baixa ou muito baixa qualidade. A pesquisa, feita pelo Ibope, também mostra que, para 72%, os serviços de segurança são de baixa ou muito baixa qualidade.

No caso da energia elétrica, o fornecimento é aprovado por 75% dos entrevistados, sendo que para 18% o serviço é de alta ou muito alta qualidade. O abastecimento de água recebeu a aprovação de 66%. No caso da iluminação pública e da educação superior, os percentuais de aprovação são de 61% e 52%, respectivamente.

A pesquisa mostra ainda que 50% dos entrevistados aprovam os serviços de limpeza urbana. Segundo a CNI, a outra metade os avalia como de baixa ou muito baixa qualidade.

Fonte: Agência Brasil