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Descaso

Vítimas do desabamento de edifício em São Paulo acusam falta de apoio da prefeitura

Moradores do antigo prédio se reuniram com representantes da Defensoria Pública da União para expor a situação das famílias, duas semanas depois da tragédia
por Redação RBA publicado 15/05/2018 14h54, última modificação 15/05/2018 15h11
Moradores do antigo prédio se reuniram com representantes da Defensoria Pública da União para expor a situação das famílias, duas semanas depois da tragédia
Paulo Pinto/Fotos Públicas
Largo Paissandu

Acampadas no Largo Paissandu, vítimas da tragédia cobram da Prefeitura de São Paulo uma solução de moradia definitiva

São Paulo – Uma comissão de moradores vítimas da tragédia do edifício Wilson Paes de Almeida, no centro de São Paulo, participou de reunião promovida pela Defensoria Pública da União nesta segunda-feira (14). Após incêndio, o prédio desmoronou na madrugada do dia 1º, causando a morte de seis pessoas e deixando dezenas de famílias desabrigadas. Também participaram do encontro advogados, defensores dos direitos humanos e representantes de movimentos de moradia.

Segundo Lorrane Miquele, vítima do desabamento, as famílias que estão acampadas no Largo do Paissandu, ao lado do local da tragédia, não estão recebendo amparo da prefeitura de São Paulo, e seguem necessitando de utensílios básicos. “Estamos precisando de água, alimento, itens de higiene, banheiros, médicos, porque têm pessoas doentes lá. A prefeitura não está dando nada. Queremos respostas rápidas, porque hoje estamos dependendo de solidariedade. Queremos sim solidariedade, e amor ao próximo, e principalmente moradia, acomodações boas, porque tem criança lá.”

De acordo com Fabiana Severo, defensora pública federal, durante a reunião os moradores ainda pediram para que a Polícia Militar (PM) não cometa nenhuma violência contra as famílias acampadas no largo. A lista das vítimas também foi apontada como um problema a ser resolvido.    

“O que nós conseguimos (na reunião) foi reunir de uma forma concreta todas as demandas, sejam as de natureza emergencial, porque as pessoas estão no seu direito legítimo de luta por moradia, resguardando unidade familiar, e também há o pedido para não haver repressão policial contra as pessoas que estão na manifestação. A gente também precisa de um mapeamento sério, temos uma lista de moradores, em função de um cadastro da prefeitura, mas há pessoas que não estão nesta lista e têm outros meios de comprovar que moravam no edifício”, explica Fabiana.

Ouça na íntegra a reportagem da Rádio Brasil Atual: