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Copa na Rede

Para discutir no boteco

#TeveCopa: relembre os melhores momentos fora de campo

O Copa na Rede apresenta uma lista já saudosa do que de melhor aconteceu na Copa que muitos consideram a melhor das últimas décadas
por Futepoca publicado 17/07/2014 15h05, última modificação 17/07/2014 17h40
Felipe Trueba/EFE
Torcida Holanda

Holandeses fizeram a festa no Brasil e foram uma das torcidas mais animadas

A Copa do Mundo de 2014 acabou, o que implicaria necessariamente que tenha acontecido: #TeveCopa. Aconteceu tanto, dentro e fora dos gramados, que muita gente a tem considerado como a melhor em algumas décadas. Se no campo o alto número de gols (média de 2,67, a melhor desde 1994) e jogos surpreendentes tornam o torneio inesquecível, fora dele também houve muita coisa para se guardar na memória.

Com o espírito já cheio de saudades, o Copa na Rede organizou uma nostálgica listinha com o que de melhor rolou na Copa. Se não servir para mais nada, garante munição para o próximo debate na mesa do bar:

Torcidas geniais

A torcida estrangeira veio em peso e confraternizou com os locais, coloriu as ruas e entornou uma quantidade cavalar de álcool em cada uma das cidades-sede. Começou com as invasões de vizinhos sul-americanos, como colombianos, chilenos e argentinos - ainda que a presença de 100 mil destes últimos no Rio de Janeiro para acompanhar a final tenha deixado a vida mais dura após a eliminação do Brasil.

Além deles, destaque para os apoiadores de Inglaterra e Holanda. Ingleses vestidos de cavaleiros ocuparam Manaus e elogiaram a cerveja brasileira (quanto álcool circulava no corpo desses caras para elogiar a Itaipava?). Os holandeses trouxeram seu próprio ônibus, sua própria banda e tingiram de laranja todas as cidades por onde passaram. A banda chegou a fazer uma jam session com a banda da polícia de Porto Alegre. De uma maneira geral, a fala dos visitantes mostra satisfação com a acolhida brasileira.

Copa da zuêra

Nunca antes na internet houve tanta piada e tanto meme do que nessa Copa. Foi tanta zuêra que pipocaram perfis nas redes sociais para compilar as melhores piadas. Esse Copa na Rede selecionou alguns aqui. Mas qualquer compilação será limitada. A zuêra nunca acaba, como bem mostram as infinitas piadas criadas depois da derrota do Brasil para a Alemanha.

Alemães baianos

A escolha da Bahia como ponto de concentração fez muito bem aos jogadores da Alemanha. Logo nos primeiros dias, a equipe apareceu conhecendo uma tribo indígena local. Nos passeios na praia, os atletas mostravam-se solícitos e simpáticos com os torcedores brasileiros. Depois da vitória acachapante sobre o Brasil, vários alemães divulgaram mensagens de incentivo para os torcedores nacionais.

Tudo isso já seria o suficiente para angariar simpatia, mas o atacante reserva Lukas Podolski resolveu elevar a baianidade a níveis inalcançáveis. Em sua conta no Twitter, o atleta afirmou (em português!) que estava tão acostumado ao Brasil que já estava assistindo novela. Depois, citou Cumpádi Washington. Zerou a internet.

Imagem do Brasil no mundo

A Copa, assim como outros megaeventos, tem como objetivo expor o país-sede para o mundo. Se até o início do torneio estávamos receosos daquilo que seria mostrado em bilhões de televisores pelo globo afora, a realidade mostrou que o receio era infundado. O Mundial foi um sucesso, não houve caos aéreo, os turistas elogiaram a organização e a hospitalidade. É impossível prever se o alvo primordial dessa propaganda - turistas endinheirados de EUA e Europa - colocarão o país em suas listas de países a visitar, mas fizemos o que precisava ser feito.

Farofa

Parece zuêra (mais uma) mas é verdade. Os gringos descobriram a farofa e estão curtindo. Ponto para o Brasil.

Prisão da máfia dos ingressos

Um esquema criminoso de venda de entradas para os jogos da Copa, que operava pelo menos desde o Mundial da Alemanha, em 2006, foi descoberto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A prisão em si durou pouco. Uma vez solto por habeas corpus, o britânico Ray Whelan, acusado de chefiar o esquema que tem íntima relação com a Fifa, desapareceu. Mas as investigações continuam e podem abalar as estruturas da entidade mundial do futebol. Oremos.

Prêmio de consolação?

Maradona critica escolha de Messi como melhor da Copa

Para ex-craque, colombiano James Rodríguez deveria ter sido eleito como destaque da competição
por Futepoca publicado 14/07/2014 01h56
Ballesteros/EFE
Melhor da Copa Messi

Messi foi o melhor da Copa?

O ex-jogador argentino Diego Maradona comentou no programa De Zurda, da TeleSur, sobre o desempenho de sua seleção na final da Copa de 2014 e também falou a respeito da escolha de Lionel Messi como melhor jogador da competição. Para ele, que treinou a equipe durante a Copa de 2010, o prêmio dado ao jogador do Barcelona foi "injusto".

"A Leo [Messi] daria o céu, mas quando os marqueteiros querem fazer com que ganhe algo que não ganhou, é injusto. Vi como se ele não quisesse receber [o prêmio]", afirmou Maradona no programa televisivo. De acordo com o ex-atleta, o melhor da competição teria sido o meia colombiano James Rodríguez.

Quem também questionou a premiação conferida ao argentino foi o meia alemão Bastian Schweinsteiger. Mesmo contente com o título, ele não deixou de alfinetar a escolha. "Quando um jogador consegue isso, você tem que mostrar respeito, dar parabéns, mas tenho outra opinião. O que eu vi aqui de Thomas Müller, Manuel Neuer e Philipp Lahm... Eles jogaram um torneio inacreditável. Mas eles ganharam o título e estão felizes com isso", disse.

Queda esperada

Caiu! Felipão deixa comando da seleção brasileira

De acordo com portal, a CBF aceitou o pedido de demissão do técnico e deve anunciar oficialmente sua saída nesta segunda-feira
por Futepoca publicado 14/07/2014 01h01, última modificação 14/07/2014 01h08
ROBERT GHEMENT/EFE
Felipão demitido

Felipão, junto com o capitão Thiago Silva: sem passagem para a Rússia 2018

Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira. A notícia é do portal G1 e Felipão, conforme declarou em entrevista coletiva após a derrota para a Holanda, entregou o cargo para a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que aceitou a demissão. O anúncio oficial deve ser feito nesta segunda-feira (14).

Em sua segunda passagem pela seleção brasileira, o treinador esteve à frente da equipe em 29 jogos, obtendo 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Neste Mundial, disputou sete pelejas, com três vitórias, dois empates e duas derrotas.

Na disputa pelo terceiro lugar, após a derrota vexatória para a Alemanha, o técnico da seleção foi exposto quando jogadores como Neymar, Hulk e Marcelo passaram a conversar com atletas que estavam em campo, aparentando dar instruções de jogo. O comandante teria perdido a confiança do grupo ao dizer, em conversa com jornalistas, que se arrependia de ter levado um jogador dos 23 convocados para o torneio.

Acabou!

É tetra! Alemanha faz história e leva o título da Copa de 2014

Seleções fazem jogo parelho, com chances para ambos, mas sem grito de gol nos 90 minutos. Götze é o herói alemão
por Futepoca publicado 13/07/2014 17h06, última modificação 16/07/2014 09h44
DIEGO AZUBEL/EFE
Alemanha

Raça, tática e técnica: Alemanha campeã com justiça

São Paulo - A Alemanha é tetracampeã do mundo. Após 90 minutos e quase toda a prorrogação, Göetze marcou aos 8 da etapa final do tempo extra e fez história. Pela primeira vez, uma equipe europeia se sagrou campeã do mundo na América do Sul.

No primeiro tempo, a proposta da equipe de Messi mostrava-se a mesma adotada durante todo a Copa: a seleção se fecha com duas linhas defensivas de quatro, esperando pelo contra-ataque com Messi e Higuaín, abrindo mão da posse de bola. Na etapa inicial, os europeus tiveram 63% de posse de bola, enquanto os sul-americanos estiveram com a redonda em 37% do tempo.

Sem Khedira, que se contundiu no aquecimento, Joaquim Löw entrou em campo com Kramer, que saiu também por contusão. Com a entrada de Schürle, Özil passou a fazer a função de meia centralizado, o que melhorou o desempenho germânico. Após sofrer com contra-ataques portenhos em parte da etapa inicial, os alemães tomaram conta da partida nos últimos oito minutos, acertando a trave de Romero e variando mais os lances ofensivos, principalmente pelos lados do ataque.

No início do segundo tempo, Lavezzi saiu para a entrada de Aguero na Argentina. Aos poucos, a intensidade do jogo foi caindo e os treinadores foram alterando as seleções, com os sul-americanos dando atenção à parte física e os europeus buscando variar o jogo, mas sem real efetividade.

Com o passar do tempo, as oportunidades de gol foram se tornando escassas e a partida caiu em nível técnico, com diversos erros de passe e certo medo das duas equipes em chegar ao ataque. Mesmo assim, os germânicos conseguiram chegar mais no campo adversário, com os argentinos buscando recuperar a bola e sair rápido para o ataque, sem sucesso.

Na prorrogação, a Alemanha quase marcou no início, mas Palacio teve a bola do jogo e perdeu diante de Neuer. A partir daí, prevaleceu a maior ofensividade germânica e também o preparo físico, sendo que a Argentina poderia ter ficado sem dois atletas, Mascherano e Aguero, caso o árbitro tivesse o mesmo rigor dos 90 minutos.

Em jogo tenso, a definição veio com um jovem jogador que estava no banco, depois eleito o melhor da partida. Schürrle avançou pelo lado esquerdo do ataque e encontrou Mario Götze sozinho na área. Ele matou no peito e tocou cruzado para o gol, assegurando a vitória alemã. Em uma Copa na qual o Brasil primou muito mais pela organização fora de campo do que dentro dele, o título ficou em boas mãos. E bons pés.

Está chegando a hora...

Alemanha x Argentina - mundo da bola conhece hoje seu campeão

Seleções fazem sua terceira final em Copa e buscam quebrar longo jejum de títulos mundiais
por Futepoca publicado 13/07/2014 13h10, última modificação 13/07/2014 13h19
KAMIL KRZACZYNSKI/EFE
Alemanha Argentina

As torcidas juntas: porque é assim que tem que ser

São Paulo - Alemanha e Argentina entram em campo no Maracanã, às 16h deste domingo, para definir um Mundial que ambos não veem a cor há muito tempo. Apesar de disputarem uma semifinal pela quarta vez consecutiva, os europeus não ganham uma Copa há 24 anos, jejum mais longo para os sul-americanos, que não são campeões há 28 anos. Nas duas ocasiões, aliás, um obteve o título derrotando o outro.

Nesse tira-teima, alguns personagens. A estrela é Lionel Messi, jogador que faz o melhor de seus mundiais. Em duas participações anteriores em copas, havia marcado somente um gol, sendo que, nesta, já foi às redes quatro vezes. No entanto, todos os tentos foram anotados na primeira fase e o atleta do Barcelona teve duas atuações apagadas contra Bélgica e Holanda. Está se guardando para quando o carnaval (no caso, a final) chegar?

Outro jogador que se tornou um ponto de equilíbrio da seleção portenha é o companheiro de Barcelona do camisa dez, Javier Mascherano. Estando em todos os lados da defesa, fazendo a cobertura pelos lados e se multiplicando em campo, o volante atua não só na marcação como na distribuição de bola, e já é um dos melhores atletas da Copa na posição, com lances como a jogada em que evitou uma finalização de Robben, no final da peleja contra a Holanda.

Já a Alemanha tem em Miroslav Klose, o maior artilheiro em Copas, o jogador dos recordes. Hoje, ele pode superar Cafu em número de triunfos em mundiais, caso os alemães vençam, e coroar a provável última participação na competição de futebol mais preciosa como campeão. Bom cabeceador, a "cintura dura" e a idade podem enganar à primeira vista até alguns comentaristas, mas o alemão se movimenta muito mais do que parece, cobrindo área do campo mais extensa que centroavantes tradicionais, além de ser bom também com a bola nos pés e mais distante da área.

Outra arma poderosa da seleção germânica é o melhor atleta do time, Toni Kroos. Como já comentamos em outro post, esse jogador é quase completo, capaz de atacar pelos lados do campo, dando assistências precisas, e também compondo o meio para marcar. A possível vitória alemã pode passar pelos pés dele.

Tática?

Derrota sem 'apagão' deixa clara limitação do time

Se já não temos craques como no passado, a falta de organização tática do time tornou bons jogadores em medíocres
por Futepoca publicado 12/07/2014 20h27, última modificação 12/07/2014 20h38
Robert Ghement/EFE
Felipão

Ao tentar diminuir a parcela de culpa no resultado, Felipão desdenha falhas táticas gritantes da equipe

“Isso não em nada a ver com treinadores, com dirigentes. Nossa equipe tem alguma dificuldade a mais com relação a jogadores, estamos revelando um pouco menos.” A frase é de Luiz Felipe Scolari, treinador da seleção brasileira de futebol na coletiva após a derrota da equipe por 3 a 0 frente à Holanda. Com ela, negou a necessidade de qualquer reciclagem tática do futebol praticado pela seleção em relação aos times europeus.

Se o diagnóstico é esperado de quem defende o trabalho que fez, ele vai na contramão da realidade vista em campo nessa Copa do Mundo. O Brasil fez sete jogos no torneio sem conseguir apresentar um futebol consistente, como o que levou à conquista da Copa das Confederações em 2013 – que agora se transforma em uma vitória enganosa. A tentativa era sempre a de marcar a saída de bola e tentar fazer um gol rápido, para depois recuar e buscar o contragolpe. Não deu certo nenhuma vez, mas mesmo assim prosseguimos.

Mas para além dessa estratégia geral, os erros se davam na distribuição do time em campo. Não havia uma lógica na ocupação dos espaços, como é possível ver na Alemanha ou na Holanda, fazendo com que a marcação, no ataque ou na defesa, deixasse os jogadores no mano a mano. Na frente, isso inviabilizou a tomada rápida da bola, já que os times mais organizados achavam sempre opções de passe. Atrás, permitiu os dois resultados elásticos.

Se os fantásticos 4 gols em 6 minutos aplicados pela Alemanha colocaram o resultado muito fora da curva razoável para um confronto do futebol moderno, a partida contra a Holanda transcorreu sem apagões brasileiros. E, mesmo assim, a diferença no placar igualou o pior resultado do Brasil na história das copas antes da semifinal de terça.

Muitos comentaristas encarnaram “profetas do passado” e agora dizem que o time sempre foi muito ruim. Exagero: a comparação nome a nome com a Alemanha e Holanda poderia trazer vantagem para os europeus (para os finalistas com certeza), mas não um abismo tão grande quanto o que foi visto nos dois últimos jogos.

Temos, sim, limitações, especialmente no setor de meio de campo, mas não tão trágica. O que faltou foi clareza dos pontos fortes e fracos do elenco, e estratégias de ocupação dos espaços e criação de jogadas. Sem isso, bons jogadores se transformaram em medíocres e, mesmo atletas ótimos, como nossa dupla de zaga, cometeram erros em cima de erros.

Felipão não está errado quando diz que não produzimos craques como em outros momentos e, até por isso, erra mais feio ainda ao não trabalhar melhor a questão tática. Para veteranos como ele e Parreira, talvez não seja mesmo o caso de reciclagem, porque é capaz de ser a hora de aposentadoria da função de técnico, mas, para o futebol brasileiro, com certeza, é um sinal importante.

Desilusão (mais uma)

Brasil perde por 3 a 0 para a Holanda e termina em 4º lugar

Seleção sofre com falhas da defesa, toma dois gols no primeiro tempo e não consegue reação
por Futepoca publicado 12/07/2014 18h53, última modificação 12/07/2014 19h37
ROBERT GHEMENT/EFE
Brasil x Holanda

Oscar até tentou, mas não resolveu para o Brasil

A seleção brasileira decepcionou mais uma vez. A derrota agora aconteceu na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2014, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.  Tomando dois gols ainda antes da metade do primeiro tempo, a equipe não conseguiu reagir diante da Holanda e terminou na quarta posição do torneio.

A bem da verdade, os dois tentos holandeses contaram com a ajuda da arbitragem. A seleção, que entrou com Maxwell, Paulinho, Willian e Jô no lugar de Marcelo, Fernandinho, Hulk e Fred teve sua defesa vazada aos 3 minutos, quando os europeus aproveitaram uma brecha pela lateral esquerda da equipe. Robben foi derrubado por Thiago Silva fora da área, mas caiu dentro e foi assinalado pênalti. Van Persie não perdeu e fez 1 a 0 para a Holanda.

Os comandados de Felipão mais uma vez sentiram o gol e, aos 17, tomaram o segundo tento. De Gusmán, impedido por pouco pelo lado direito do ataque, avançou quase até a linha de fundo e cruzou. David Luiz, em um erro primário, cabeceou para dentro da área e Blind, totalmente livre, teve tempo de dominar antes de chutar na saída de Julio Cesar.

O time brasileiro abusava da ligação direta e mostrou certo descontrole com jogadores fora de função, avanços de David Luiz com Luiz Gustavo compondo a zaga, e um meio de campo inoperante. Quem reclamava de Fred viu que Jô também não fez grandes coisas, já que atuar como centroavante em um esquema no qual a bola pouco chega na área (ou só vem com chutões) é complicado. Willian também não fez o que se esperava dele e o destaque na etapa inicial foi Oscar, que se movimentou mais pela meia, não se restringindo somente ao lado direito do ataque.

No segundo tempo, Felipão promoveu algumas alterações, voltando do intervalo com Fernandinho no lugar de Luiz Gustavo. O volante poderia ter sido expulso quando fez falta violenta em Van Persie, mas ficou barato. A Holanda abdicou do ataque, esperando mais o Brasil em seu campo de defesa e apostando nos contra-ataques.

Aos 11, Hernanes entrou no lugar o mais uma vez inoperante Paulinho, mas o Brasil mesmo chegando um pouco mais aproveitando o espaço dado pela intermediária europeia, errava o último passe para o gol. Hulk entrou no lugar de Ramires, e também não alterou o cenário, passando pela Copa do Mundo sem marcar um gol sequer.

No fim, quando tudo parecia decidido, gol da Holanda. Aos 47, Robben e Janmaat trocaram passes e Wijnaldum, sem marcação, finalizou no contrapé de Júlio César e sacramentou a vitória dos europeus, que asseguraram o terceiro lugar.

Daqui a pouco, o relato completo.

Curando a ressaca

Disputa de 3º lugar nem sempre é jogo chato

Duelo que reúne seleções derrotadas nas semifinais tem na história partidas com muitos gols
por Futepoca publicado 12/07/2014 13h27, última modificação 12/07/2014 14h12
EFE
Lato Polonia 1978

O artilheiro da Copa 1978 Lato comemora o gol da vitória contra o Brasil na disputa pelo terceiro lugar do torneio

São Paulo - A disputa do terceiro lugar, desprezada publicamente pelo técnico da Holanda Louis Van Gaal, sequer existe em algumas competições e modalidades. No tênis, por exemplo, tal duelo não costuma ocorrer e, mesmo em Mundiais, em duas ocasiões, 1930 e 1950, não houve jogo pelo bronze do torneio. Ainda assim, o fato de a partida contar com seleções já desobrigadas pode resultar em pelejas emocionantes e com muitos gols.

Pelo menos é isso que as estatísticas mostram. São 68 gols em 17 disputas, o que dá uma excelente média de quatro tentos por duelo. As motivações dos jogadores podem ser várias e uma delas (que não é o caso hoje) é a de fazer o artilheiro da competição. Em 1958, por exemplo, a França enfrentou a Alemanha e Just Fontaine aproveitou para garantir a artilharia da competição e se tornar o maior goleador de uma única edição de Mundial. Nos 6 a 3 a favor dos franceses, ele marcou quatro vezes.

O duelo de 1994 também tinha esse tempero de fazer um artilheiro. Bulgária e Suécia não esperavam chegar tão longe no torneio, sendo que os búlgaros haviam passado cinco mundiais sem vencer uma partida. Em campo, um massacre sueco logo na etapa inicial, 4 a 0. Na etapa final, o único objetivo da equipe dos Balcãs era fazer do atacante Stoichkov o goleador do torneio, já que àquela altura ele estava empatado com o russo Salenko. não foram poucas as bolas recebidas por ele, mas o gol, como por encanto, não saiu de jeito nenhum.

Outra disputa histórica ocorreu em 2002, quando o turco Sükür fez o tento mais rápido da história das Copas, com 11 segundos, em um jogo bastante acirrado entre Turquia e Coreia do Sul, uma das donas da casa, que terminou com vitória da seleção europeia por 3 a 2.

O Brasil na disputas de terceiro lugar

A seleção brasileira já participou de três decisões de terceiro lugar. Na primeira delas, em 1938, o Brasil venceu a Suécia por 4 a 2, após virar o primeiro tempo perdendo por 2 a 0. O Diamante Negro Leônidas da Silva, então jogador do Flamengo, anotou dois tentos e se sagrou artilheiro do torneio com sete gols, passando a frente do húngaro Zsengeller.

Em 1974, a seleção de Zagallo caiu diante da Polônia. Após serem espremidos pela Holanda, a desmotivada seleção brasileira vivia uma caça às bruxas, com diversas especulações apontando que jogadores simulavam contusões para não entrar na peleja e olhares furiosos contra Paulo César Caju, acusado de tirar o pé de divididas para não comprometer a ida ao Olympique de Marselha, de acordo com o livro O Mundo das Copas (Lua de Papel), de Lycio Vellozo Ribas. Resultado: 1 a 0 para a equipe de Lato, artilheiro da partida e do Mundial.

A seleção disputou ainda o bronze simbólico em 1978, quando os comandados de Claudio Coutinho foram para o embate contra a Itália invictos, tendo sido desclassificados por conta da nebulosa peleja da argentina contra o Peru. Os "campeões morais", na definição do treinador, venceram a Itália de virada, por 2 a 1, com golaço do lateral Nelinho e grande atuação do goleiro Leão, que evitou ao menos dois gols de Paolo Rossi.

Jogo da melancolia

A Laranja contra o bagaço - Brasil e Holanda disputam o 3º lugar da Copa

Seleção tenta apagar péssima impressão do vexame contra a Alemanha, Holanda busca manter invencibilidade na competição
por Futepoca publicado 12/07/2014 11h36, última modificação 12/07/2014 13h03
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Brasil torcida

Torcedor ainda se recupera da ressaca contra a Alemanha

Brasil e Holanda entram em campo hoje para tentar superar o trauma das semifinais. A partida, que será disputada em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, às 17h, dará à seleção de Felipão a oportunidade de apagar ao menos um pouco o resultado vexatório contra a Alemanha, enquanto o treinador Louis Van Gaal, após desdenhar do duelo, busca na manutenção da invencibilidade uma forma de motivar seus atletas.

Como de hábito, ambas as formações titulares devem ser anunciadas somente pouco tempo antes da peleja. Felipão treinou o Brasil com várias mudanças e pode entrar com três volantes, esquema defendido por muitos antes da semifinal. Com Luiz Gustavo centralizado, Paulinho faria a cobertura pelo lado direito e Ramires pelo lado esquerdo. Maxwell, um dos atletas que não atuou ainda no Mundial, pode entrar na lateral esquerda.

Na Holanda, Van Gaal anunciou que entrarão aqueles que estiverem em melhores condições físicas, o que poderia significar a exclusão de Robin Van Persie e Nigel De Jong. "Podemos ainda escrever história. Não perdemos nenhuma partida ainda. Quero sair da Copa sem perder nenhum jogo. Espero que possa preparar meus jogadores para ganhar do Brasil e ficar em terceiro lugar", disse o comandante em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira.

Na história, Brasil e Holanda têm um confronto marcado pelo equilíbrio. Em onze partidas, foram três vitórias brasileiras, três holandesas, e cinco empates. Nas quatro ocasiões em que se encontraram em Copas do Mundo, os sul-americanos venceram uma vez, nas quartas de final da Copa de 1994, triunfo por 3 a 2, e empataram em 1 a 1 nas semifinais de 1998, levando a melhor nos pênaltis. Os europeus têm o triunfo na fase de quartas de final de 1974, 2 a 0, e ainda têm na memória a eliminação imposta aos brasileiros em 2010, quando os derrotaram por 2 a 1 nas quartas de final do torneio.

Ficha técnica

Brasil X Holanda

Horário: 17h

Estádio: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Árbitro: Djamel Haimoudi (ALG)

Auxiliares: Abdelhak Etchiali (ALG) e por Redouane Achik (MAR).

Brasil - Júlio César, Daniel alves, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires; Hulk, Fred e Oscar.

Holanda - Cillessen, Janmaat, De Vrij, Vlaar, Blind e Kuyt; De Guzman, Wijnaldum e Sneijder; Robben e Van Persie.

Das cabeças da hidra ao Harry Potter

7 a 1: o trauma ainda prossegue

Com tantos "setes" no nosso cotidiano, damos dicas de expressões que devem ser evitadas para afastar más lembranças
por Futepoca publicado 11/07/2014 14h29 CC-BY-SA 3.0
Marcello Casal Jr/Agência Brasil CC-BY 3.0
Bastian Schweinsteiger, camisa 7

Bastian Schweinsteiger não fez gol, mas toda a simpatia por ele esbarra no número estampado em sua camisa.

Os 7 x 1 sofridos pelo Brasil contra a Alemanha começam a ser superados. Mas momentos corriqueiros do cotidiano ainda fazem a dor vir à tona. Houve quem organizasse uma página imaginando o que seria se a partida prosseguisse eternamente. Ainda bem que não é o caso.

Mas o Copa na Rede sugere formas de alterar expressões idiomáticas para evitar de revisitar a dor e a vergonha.

Note-se que a lista, com sugestões de expressões alternativas para evitar a simples menção ao número cabalístico, tem oito itens. Porque ninguém suportaria se fossem sete. A ela:

"Fechado a sete chaves" - Secreto, sigiloso, confidencial, protegido.

"Debaixo de sete palmos" - Morto, enterrado, sepultado.

"Como as sete pragas do Egito" - Ira divina, castigo, apocalipse, hecatombe.

"Por 24 horas por dia, sete dias da semana" - tempo integral

"Sete cores do arco-íris" - Espectro de cores.

"Pintar o sete" - Aprontar, brincar.

"Pelos sete mares" - Por aí, por todos os lados, nos cinco continentes.

"Não é um bicho de sete cabeças" - Não é nenhum monstro do pântano, não é tão grave (vale para "Sete cabeças da Hidra de Lerna").

E nada de reler a septologia de Harry Potter, estudar os sete anéis do Senhor dos Anéis, de repassar os nomes dos anões que acompanham a Branca de Neve, assistir Dragon Ball (sete esferas do dragão), nem relembrar os sete Power Rangers... Haverá problemas ainda nos sermões das igrejas cristãs para lidar com as sete bem-aventuranças, as sete maldições contra os fariseus, as sete parábolas de Jesus... E por aí vai.