Em SP, assembleia com 3 mil professores repudia política de bônus do governo

Governo estadual anunciou pagamento de bônus para os professores de escolas com melhor desempenho. Sindicato denuncia valores irrisórios

São Paulo – A política de bônus do governo de São Paulo foi repudiada por cerca de 3 mil professores da rede estadual de ensino nesta sexta-feira (1º) em assembleia da categoria na região central da capital. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A categoria reivindica da Secretaria da Educação uma proposta de reajuste salarial em vez das bonificações, o que incluiria todos os docentes, tanto da ativa como aposentados.

Em consenso, os professores aprovaram campanha para pressionar o governo estadual a agir de forma imediata a respeito dos salários, que não são reajustados desde 2005. Eles exigem 36,74% para reposição de perdas extensivas aos aposentados, incorporações das gratificações e rejeitaram o método que consideram excludente empregado na política de bônus pagos somente às escolas mais bem avaliadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).

A presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, já havia afirmado em nota do sindicato a insatisfação da categoria quanto ao sistema de bonificações. O número de professores com direito ao prêmio diminuiu (20 mil a menos), enquanto o valor total de desembolsos foi reduzido em 48,1%. “Nós, integrantes do quadro do magistério da rede estadual de ensino, estamos mobilizados. Os aviltantes valores que estão sendo pagos como bônus foram a gota d´água”, defendeu.

Durante a mobilização, os profissionais do ensino chamavam a tenção do governo estadual com faixas e cartazes nos quais se lia: “Até quando ficaremos sem reajuste, sr. governador?” e “Bônus é enganação! Salário é a solução”. A próxima assembleia está marcada para o dia 29, em frente à sede da Secretaria da Educação.