sem saída

Trabalhadores da aviação civil aderem à greve geral

Aeroviários e aeroportuários vão parar em protesto contra reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo Temer

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Ao menos três aeroportos internacionais contarão com o movimento da greve geral

São Paulo – Aeroviários ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) anunciaram adesão à greve geral desta sexta-feira (28). Fazem parte da categoria os funcionários de empresas aéreas que atuam no check-in, auxiliares de serviços gerais, mecânicos de pista, despachantes de voos, entre outros cargos ligados ao trabalho na aviação. 

Os aeroportos que devem contar com a mobilização dos funcionários são: Aeroporto Internacional de Cumbica (Guarulhos, São Paulo), Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre) e Aeroporto Internacional Gilberto Freyre (Recife). “É importante a unidade dos trabalhadores da aviação civil nesta greve geral do dia 28 de abril”, afirma o presidente da Fentac, Sergio Dias.

“Direitos históricos, que foram conquistados arduamente, estão ameaçados caso as reformas sejam implementadas”, acrescenta Dias em relação ao ponto central da greve geral que é rechaçar as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB). 

Outra categoria da aviação civil que anunciou adesão ao movimento grevista é a dos aeroportuários. “Temos que ter ações que mandem um recado forte para esse governo de que o trabalhador não deve ser descartado, pois é a força principal de produção, de crescimento de uma sociedade”, pontua o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos.

O Sina representa os profissionais de empresas que administram os aeroportos, como a Infraero e a GRU Airport. “Eu acredito que, assim como outras categorias, os aeroportuários irão reagir, porque se não os nossos filhos, nossos netos não nos perdoarão no futuro”, continua Lemos. Trabalhadores de diferentes setores já anunciaram adesão à greve geral contra as reformas que classificam como “retrocesso e ataque” a direitos históricos.

“Não podemos baixar a cabeça nesse momento e ficar esperando que caia do céu alguma providência divina, porque não vai cair. Os desafios são grandes, e é obrigação desse sindicato alertar sua categoria como todos os sindicatos estão fazendo. É com luta. Não tem outra saída. Só a luta pode restabelecer aquilo que estão querendo tirar da gente”, completou Lemos.