Metalúrgicos

Eleição em São José, que marca embate entre centrais, termina hoje

Sindicato da categoria foi filiado à CUT até 2004, quando houve desfiliação e mudança para a Conlutas. Quórum foi atingido no primeiro dia, com 7.200 votantes

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são josé dos campos

Para garantir maior participação, sindicato colocou urnas fixas nas principais fábricas

São Paulo – Termina hoje (25) a eleição para renovação da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, no Vale do Paraíba, interior paulista. O quórum foi obtido ontem, com a participação de 7.200 dos aproximadamente 12 mil sócios aptos a votar. A base total da entidade, que inclui quatro municípios além de São José (Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá) é de 42 mil trabalhadores.

De acordo com o sindicato, podem participar metalúrgicos de 231 fábricas. As urnas percorrerão 95 empresas. No total, são 50, entre fixas e itinerantes.

Duas chapas concorrem: a 1 é liderada pelo atual presidente, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, e a 2, por Agnaldo Rodolfo dos Santos. Ambos são funcionários da General Motors, maior empresa da base. O sindicato é filiado à CSP-Conlutas, enquanto a chapa de oposição é composta por sindicalistas da CTB e da CUT.

Instalado em importante polo industrial, o sindicato de São José dos Campos já foi filiado à CUT, mas desde os anos 1990 também concentrava críticas a políticas implementadas pela direção da central. As divergências se acentuaram, e em agosto de 2004 a entidade aprovou sua desfiliação da CUT, ajudando naquele ano a formar a Conlutas.

Desde então, as chapas ligadas à nova entidade venceram as eleições, em 2006, 2009 e 2012. Nesse último ano, o grupo liderado por Macapá ganhou com 58% dos votos, ante 42% dados à chapa organizada pela CTB. No total, participaram 11.376 metalúrgicos.

Greve na GM

Em assembleia realizada hoje, trabalhadores da GM de São José decidiram continuar a greve, que já completa seis dias. Agora, segundo o sindicato, em vez de ficar dentro da fábrica, eles ficarão em casa, só retornando em caso de novas assembleias. Ontem, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região promoveu audiência de conciliação, que terminou sem acordo. Assim, o dissídio irá a julgamento.

A montadora pretende demitir 798 funcionários, e se mostrou contrária a uma proposta de um novo período de lay-off (suspensão do contrato de trabalho) por cinco meses – período durante o qual as negociações continuariam –, falando em no máximo dois meses. A fábrica de São José, inaugurada em 1959, tem aproximadamente 5.200 empregados.