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Metroviários de São Paulo rejeitam proposta salarial e confirmam greve para o dia 28

Decisão, no entanto, depende ainda de confirmação em outra assembleia. Em negociação na manhã de hoje, empresa ofereceu 5,37% de reajuste, índice correspondente à variação do IPC-Fipe

Du Amorim. Governo SP

O presidente do sindicato da categoria considera a proposta de reajuste de 5,37% uma provocação

São Paulo – Os metroviários de São Paulo decretaram greve a partir da próxima terça-feira (28). Em assembleia realizada na noite de hoje (22), eles rejeitaram proposta apresentada pela Companhia do Metropolitano de 5,37% de reajuste salarial na data-base (1º de maio). O índice corresponde à variação acumulada do IPC-Fipe em 12 meses. “Essa proposta é uma provocação. Só coloca para nós uma alternativa”, afirmou o presidente do sindicato da categoria, Altino de Melo Prazeres Júnior. Haverá nova assembleia na véspera (27) para ratificar – ou não – a decisão de interromper as atividades. Até lá, representantes dos metroviários e da empresa devem voltar a se reunir.

“A empresa não avançou em proposta alguma e retrocedeu em diversas propostas”, criticou Altino, lembrando que hoje ocorreu a sexta rodada de negociação. Entre itens em que haveria retrocesso, o dirigente citou aviso prévio, pré-aposentadoria, adicional de periculosidade e jornada.

Outro ponto que causou irritação nos sindicalistas foi a recusa da empresa de discutir neste momento a participação nos resultados (PR). “Isso é uma declaração de guerra para a categoria”, disse Altino.

A pauta de reivindicações inclui 14,16% de aumento real, a título de produtividade e reposição de 7,3% (com base em projeção do IGP-M acumulado em 12 meses até abril, véspera da data-base). Os metroviários querem também reajuste de 24,3% no vale-refeição e fixação do vale-alimentação em R$ 382,71 – no acordo coletivo de 2012, o valor foi fixado em R$ 218.

Durante a assembleia, os sindicalistas receberam cartas da direção da empresa, sobre detalhes da negociação – inclusive com negativa sobre a proposta de liberação das catracas. Os comunicados foram “guilhotinados” em um aparelho instalado na quadra do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital.

Em 2012, o Metrô transportou, em média, 3 milhões de pessoas em dias úteis. A empresa fechou o ano com 9.378 funcionários.

Também com data-base em 1º de maio, os trabalhadores da Sabesp podem parar na próxima terça. O Sintaema, sindicato que representa a categoria, terá nova reunião com a companhia um dia antes.

 

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