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Polêmica

Haddad classifica greve de professores como ‘intolerância’ e critica aliado de Kassab

Prefeito de São Paulo afirma que presidente de sindicato, aliado do ex-prefeito, é uma 'pessoa ressentida'; Claudio Fonseca optou por greve antes de início das negociações
Publicado por Eduardo Maretti, da RBA
20:15
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Vanessa Carvalho. Folhapress
Haddad critica greve

Haddad considera que a paralisação terá ‘consequências ruins’ para a educação

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou hoje (9) pela primeira vez a greve dos professores da rede municipal de ensino, iniciada no último dia 3. “Um gesto de intolerância do Claudio Fonseca, porque ele se retirou das negociações na véspera da primeira reunião, marcada para que a negociação acontecesse”, disse durante entrevista coletiva na região central da cidade.

A greve foi definida em assembleia promovida no dia 29 pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem). A entidade é presidida por Fonseca, ex-vereador pelo PPS e aliado do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que decidiu pela greve quando as negociações ainda estavam nas primeiras rodadas. Em negociação realizada em 2010, os professores garantiram reajuste de 10,19% em 2013 e de 13,43% em 2014, mas Fonseca considera que é preciso avançar nas negociações para garantir mais.

Para Haddad, trata-se de um erro. “Temos mais de 40 mil professores que vão receber 10,19% agora, na data-base, em maio. No mês do reajuste, às vésperas da reunião. Na nossa opinião isso vai  ter consequências ruins pra educação. Um gesto deste, de uma pessoa ressentida com o resultado que colheu no ano passado.”

Esta semana, os professores decidiram estender a greve pelo menos até o dia 14, quando será realizada nova assembleia. No ano passado, na gestão Kassab, Fonseca provocou tumulto ao decretar o fim de um processo de reivindicação, mesmo com votação em contrário dos docentes.

Em entrevista à RBA logo após a definição da paralisação, o secretário de Educação, Cesar Callegari, afirmou que a greve deveria ser o último recurso. “Nós já tínhamos uma reunião agendada e temos ainda uma reunião agendada para amanhã [hoje] para receber a pauta de reivindicações dos cinco sindicatos que representam a educação. Eu já fui sindicalista e estou perplexo. Nunca vi um processo de negociação começar com uma greve, sem que a gente saiba formalmente quais são as demandas dos trabalhadores”, disse.