Home Trabalho CUT quer prioridade do governo federal em discussão sobre isenção de PLR

CUT quer prioridade do governo federal em discussão sobre isenção de PLR

Publicado por Redação da RBA
13:33
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São Paulo – A CUT criticou ontem (12), em nota, o cancelamento da reunião do governo federal com as centrais sindicais, que havia sido marcada para a segunda-feira (11), para discutir a isenção de Imposto de Renda do pagamento de prêmios de participação nos lucros ou resultados (PLR). Segundo informações da CUT, não houve agendamento de nova reunião.

A reivindicação da central é que “a equipe econômica do governo da presidenta Dilma Rousseff trate a pauta dos trabalhadores com a mesma prioridade e grau de urgência com que toma medidas na área macroeconômica”, citou em nota.

Na reunião anterior, em 31 de maio, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, apresentou às centrais sindicais proposta que isenta a PLR em até 5 mil da cobrança de Imposto de Renda, com entrada em vigor a partir de 2013. A proposta desagradou as centrais que reivindicam a isenção até R$ 10 mil. O  governo também propôs alíquota de 7,5% para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil; 15% para pagamentos entre R$ 7 mil e R$ 8 mil; 22,5% para R$ 8 mil a R$ 10 mil; e 27,5% para mais de R$ 10 mil.

Pela proposta dos trabalhadores, além da isenção para valores até R$ 10 mil; a cobrança ocorreria em 7,5% para pagamentos de R$ 10 mil a R$ 15 mil; 15%, entre R$ 15 mil e R$ 20.250; 22,5%, entre R$ 20.250 e R$ 25.312 ; e 27,5% para os demais. Os sindicalistas defendem que a isenção valha já para este ano.

Campanha

A campanha pela não incidência de imposto de renda nos pagamentos a título de PLR foi lançada em novembro do ano passado pelos sindicatos de bancários, metalúrgicos e químicos ligados à CUT.  

Desde o final do ano, os representantes dessas categorias realizam manifestações e incursões a gabinetes do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Também colheram adesões a um abaixo-assinado defendendo a mudança na legislação que trata da incidência do IR sobre a PLR.

Os sindicatos reivindicam mesmo tratamento dado aos dividendos de lucros pagos a acionistas de empresas. Um investidor em Bolsa de Valores, por exemplo, está livre da mordida do Leão sobre ganhos de até R$ 20 mil/dia. Sobre ganhos acima desse valor incide alíquota única de 20%.

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