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Governo do Rio anuncia antecipação de reajuste de 5,58% para bombeiros

Quatro categorias seriam beneficiadas. O salário ficaria em R$ 1.245, ainda aquém dos R$ 2 mil reivindicados
por leticiacruz publicado , última modificação 09/06/2011 16h16
Quatro categorias seriam beneficiadas. O salário ficaria em R$ 1.245, ainda aquém dos R$ 2 mil reivindicados

São Paulo – O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou nesta quinta-feira (9) o adiantamento, de dezembro para julho, do reajuste salarial de 5,58% para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários. Mesmo com o aumento, o salário dos militares ficaria aquém dos R$ 2 mil líquidos que foram reivindicados, de R$ 1.031 a R$ 1.245. A proposta de reajuste foi enviada à Assembleia Legislativa. Segundo o Executivo, com a antecipação essas categorias acumulam 11,5% de aumento este ano.

O governo fluminense anunciou ainda a criação da Secretaria de Estado de Defesa Civil, chefiada pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões. Os bombeiros e Defesa Civil, antes gerenciados pela Secretaria de Saúde, ficarão a cargo de Simões.

O reajuste, segundo o governo, representa impacto de R$ 323 milhões nas contas do estado. A medida atinge 127.276 servidores, sendo 69.560 ativos, 32.023 aposentados e 25.693 pensionistas. São os 16.202 bombeiros da ativa, além de 5.018 aposentados e 1.592 pensionistas; 39.775 ativos da Polícia Militar (mais 20.445 aposentados e 13.175 pensionistas), 9.254 ativos da Polícia Civil (5.232 aposentados e 9.688 pensionistas) e a 4.329 agentes penitenciários da ativa (1.328 aposentados e 1.238 pensionistas).

Em campanha salarial desde o final de abril, bombeiros e guarda-vidas realizam protestos na capital fluminense. Um grupo está acampado há cinco dias nas escadarias da Assembleia. A crise entre o governo e o Corpo de Bombeiros se estabeleceu após a invasão do quartel-general da corporação, no último fim de semana, e a prisão de 439 manifestantes. Na quarta-feira (8), a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, negou relaxamento da prisão para 431 bombeiros detidos, pedido pela Defensoria Pública do Estado.

 

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