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Pô, levei a maior vaia. Será que o Moro consegue o nome das pessoas que estavam lá?

Quando eu apareci no telão, já veio a maior vaia. Eu pensei: será que é tudo torcedor do Peru? Mas não, eles estavam de camisa amarela
Publicado por Helder Lima, da RBA
11:45
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Naquela hora eu pensei: “Pena que os nossos robôs do Twitter não podem ir no estádio...”

Pô, Diário, ontem era para ser um dia feliz, um dia de glória. Mas, se eu não fosse tão macho, tinha chorado até ensopar a gravata.

Antes do jogo, quando eu apareci no telão, já veio a maior vaia. Eu pensei: será que é tudo torcedor do Peru? Mas não, eles estavam de camisa amarela. Os caras eram torcedores mesmo, Diário.

E o pior é que eram daqueles que pagam 600 reais por um ingresso. Era gente com camisa oficial da seleção, aquela que custa 400 paus. E 600 mais 400 dá uns mil e duzentos, pô. Até os coxinhas endinheirados estavam me vaiando…

Naquela hora eu pensei: “Pena que os nossos robôs do Twitter não podem ir no estádio…”

Sabe, Diário?, eu achava que o pessoal ia vaiar a Anitta, porque ela é da turma do “#EleNão”. Mas ninguém vaiou a garota. Também, foi de sutiã pro estádio. Aí não vale. Até eu aplaudo, pô.

Outra coisa chata foi que eu caí na comemoração do primeiro gol. Aí o Moro me segurou e disse: “Estou aqui para segurar o senhor, presidente.” Pô, se eu for depender do Moro para não cair, eu tô ferrado. O cara tá mais comprometido que salário de pobre. Até a Veja ficou contra ele. Fez vinte capas puxando o saco do cara e agora diz que está arrependida.

Essa Veja é uma traidora. Que nem o Villa, o Reinaldo Azevedo, o Lobão e a Xerazade.

Foi ruim ver um camisa 13 levantando a taça, mas o pior mesmo foi no fim do jogo. Na caminhada pelo campo levei uma tremenda vaia. O Paulo Guedes ficou com tanta raiva que deu meia volta e foi embora do Maracanã. Será que o Moro consegue o nome das pessoas que estavam lá pra investigar as contas deles, que nem está fazendo com o Glenn?

Também teve o negócio do Tite. O cara me deu um drible na hora da entrega da medalha. Nem deixou eu dar um abraço hétero nele. Vou falar com a CBF para trocar o Tite pelo Renato Portaluppi, que diz que votou em mim e não se arrepende.

O Neymar bem que podia não ter se machucado. Esse sim, ia parar e me abraçar. E depois eu dava um jeito no imposto de renda dele. Que saudade de você, Neymar…

Bom, pelo menos me vinguei do Tite e peguei o lugar dele na foto da vitória. O Médici ia ficar orgulhoso de mim.

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