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OMS: 13 milhões de bebês prematuros nascem todos os dias

Agência da ONU estima que a maioria dos casos ocorrem na África e na Ásia; bebê com menos de 2kg nascido com aproximadamente 32 semanas de gestação tem menos chances de sobrevivência num país em desenvolvimento.
por Ana Ventura Miranda, da Rádio ONU em Nova York publicado 04/01/2010 15h30, última modificação 04/01/2010 15h30
Agência da ONU estima que a maioria dos casos ocorrem na África e na Ásia; bebê com menos de 2kg nascido com aproximadamente 32 semanas de gestação tem menos chances de sobrevivência num país em desenvolvimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira (4) que cerca de 13 milhões de bebês prematuros nascem diariamente no mundo. Segundo o primeiro boletim global da OMS sobre o assunto, a maioria desses nascimentos, quase 11 milhões, acontecem na África e na Ásia, em regiões onde não existe acesso a cuidados eficazes.

A agência da ONU aponta que um bebê que pesa menos de 2 quilos nascido com aproximadamente 32 semanas de gestação tem poucas chances de sobrevivência num país em desenvolvimento. Em nações desenvolvidas, um bebê na mesma situação teria taxas de sobrevivência similares a uma criança que completou os nove meses.

O documento da Organização Mundial da Saúde mostra que 10% dos nascimentos mundiais acontecem antes de 37 semanas de gestação, período considerado prematuro. A taxa chega a 17,5% no sul da África.

Brasil

A coordenadora da rede eletrônica em português, Regina Ungerer, disse à Rádio ONU, de Genebra, que houve melhora nos índices do Brasil nos últimos anos.

"A maioria dos partos no Brasil, quase 95% dos partos, atualmente são feitos em hospitais, o que diminui um pouco o risco dos bebês nascerem com mais problemas. O Brasil ainda tem uma taxa de prematuridade de baixo peso e de mortalidade perinatal grande se você compara com países desenvolvidos mas a situação melhorou muito de uns 10 anos para cá", afirmou.

Segundo a OMS, o nascimento de prematuros continua a ser um problema global de saúde, já que houve aumento nos índices mundiais nos últimos 20 anos.

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