Covid-19

Com mais de mil mortes confirmadas, total vai a quase 203 mil

Número de casos se aproxima de 8,1 milhões. Butantan e ministério anunciam acordo sobre vacina

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ministério da Saúde (de Eduardo Pazuello, que nos últimos dias protestou contra a imprensa) anunciou acordo com o Butantan para compra e distribuição da vacina

São Paulo – Com mais 1.171 óbitos confirmados, o número oficial de mortos em consequência da covid-19 subiu para 202.631. Os dados foram atualizados neste sábado (9) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Foram registrados mais 62.290 casos, elevando o total para quase 8,1 milhões (8.075.998).

Desse total, o estado de São Paulo responde por 1.540.513. Em seguida, vêm Minas Gerais (587.868), Santa Catarina (518.805), Bahia (511.292) e Rio Grande do Sul (478.501). Das aproximadamente 203 mil mortes, 48.298 foram registradas em São Paulo e 26.704, no Rio de Janeiro. Em terceiro, Minas, com 12.594. O Ceará tem 10.137 óbitos.

Vacinação nacional

Também hoje, o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que o governo federal incorporou no Plano Nacional de Imunização todas as doses de CoronaVac (desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac). No momento, são 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19. “Essas vacinas serão distribuídas por todos os estados de forma proporcional, obedecendo critérios demográficos e número de pessoas nas faixas de risco. Todos os estados serão atendidos”, afirmou, segundo o portal G1.

A expectativa agora é pela liberação do uso emergencial por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde confirmou acordo com o Butantan para distribuir as vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todos os estados.

A taxa de 78% de eficácia da Coronavac divulgada na quinta-feira (7) corresponde a um recorte do estudo e não ao índice geral, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o professor Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e coordenador do centro da pesquisa da Coronavac no Hospital das Clínicas. “O que dá para dizer é que a eficácia de 78% é para aqueles casos leves que precisaram de alguma intervenção médica, classificados como nível 3 na escala da Organização Mundial da Saúde.”