Insanidade

Bolsonaro gasta R$ 4,8 milhões para colocar população em risco

Propaganda de Bolsonaro aparece no momento em que o prefeito de Milão declara arrependimento por campanha idêntica, depois de 5.402 mortes na cidade

Gilmar/Cartunista das Cavernas

São Paulo – Dois dias após ser duramente criticado pelo pronunciamento em que desdenhou da gravidade da infecção pela covid-19 e da necessidade de medidas mais restritivas para conter a pandemia, Jair Bolsonaro se envolve, com a veiculação de um propaganda paga com dinheiro público, em outra ação que contraria as orientações das autoridades de saúde do Brasil e do mundo.

Mais uma vez, para incentivar a população a não aderir ao isolamento social, contrariando determinações científicas e sanitárias mundiais, inclusive a Organização Mundial da Saúde (OMS) – responsável global pela tentativa de unificação de normas e procedimentos de combate à pandemia.

Bolsonaro, seus filhos e seguidores passam do ponto com a peça de propaganda. Ontem (26), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) divulgou em suas redes sociais um vídeo da campanha #OBrasilNãoPodeParar. A agência iComunicação, contratada sem licitação, vai receber R$ 4,8 milhões pela criação, segundo a revista Época.

Um valor suficiente para conceder um mês de benefícios de R$ 600 para 8 mil famílias de trabalhadores informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus. Ou para para manter 4 mil unidades de terapia intensiva durante um mês.

O anúncio da campanha foi feito em meio à repercussão do arrependimento do prefeito de Milão, Giuseppe Sala. De acordo com a agência Ansa, Sala admitiu no domingo (22), à emissora estatal italiana RAI o erro de ter apoiado a campanha.

Quando o prefeito deu aval à campanha Milão não para, a cidade do norte italiano tinha 12 mortos e 250 infectados. Hoje são 5. 402 mortos e 37.298 infectados.

Assista à campanha feita em Milão, da qual o prefeito se arrependeu um mês e 5.402 mortos depois.

Confira algumas das manifestações em relação à campanha de Bolsonaro:

Já a atriz Leandra Leal criticou o apoio que tem sido dado ao presidente em algumas localidades, por meio da organização de carreatas:


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