Home Saúde e Ciência Moradores fazem ato contra privatização de UBS na zona oeste de São Paulo
desmonte

Moradores fazem ato contra privatização de UBS na zona oeste de São Paulo

Unidade na Vila Zatt, em Pirituba, é considerada uma das mais completas da região, mas está na mira de Bruno Covas
Publicado por Felipe Mascari
12:11
Compartilhar:   
TVT/REPRODUÇÃO

A UBS Vila Zatt também funciona como Assistência Médica Ambulatorial (AMA), atende casos menos graves e evita lotação em outras UBSs da região

São Paulo – A cidade de São Paulo passa por um projeto de sucateamento da saúde pública. Segundo trabalhadores e conselheiros municipais de saúde, o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), está entregando diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS) à iniciativa privada.

Nesta terça-feira (20), foi realizado um ato em frente a UBS Vila Zatt, em Pirituba, zona oeste da cidade, para denunciar a possível privatização da unidade. Considerada uma das mais completas da região, a Unidade Básica de Saúde está na mira das privatizações de Bruno Covas.

A UBS Vila Zatt também funciona como Assistência Médica Ambulatorial (AMA). Assim, atende casos menos graves e evita lotação em outras UBSs da região.

A bibliotecária Maria Esméria disse ter ficado impressionada com os serviços que a unidade oferece. “Tem todas as clínicas, como neurologia, urologia, dermatologia, exames de eletroencefalograma”, relatou à repórter Dayane Ponte, da TVT.

Bruno Covas quer privatizar a UBS, como já tem feito com outras unidades, medida que preocupa a população, afirma Silas Laureano, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde. “A gente sabe que a privatização sempre sucateia, prejudica o serviço público, uma vez que o interesse é mercantilista. Ou seja, não há espaço pra questões sociais”, criticou.

A privatização dos serviços públicos em São Paulo vem avançando a passos largos e não garante qualidade no atendimento. “A nossa preocupação com a privatização da UBS é que os usuários mais antigos percam o vínculo que eles têm com os médicos. Com a terceirização, há uma atenção para metas e números, perdendo esse atendimento humanitário”, lamentou Luciane Tahan, coordenadora do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep).

No começo deste mês, outra unidade básica foi palco de manifestação. A UBS Vera Cruz, também na zona oeste da capital, foi destinada à gestão da Organização Social de Saúde (OSS) Associação Saúde da Família, sem ouvir o conselho gestor e moradores do bairro da Pompeia.

Laureano afirma que as decisões de Bruno Covas não são voltadas à população, o objetivo é reduzir o Estado. “Ele implementa a sua política neoliberal sem o consenso, sem o diálogo com a população, de uma forma truculenta. Não há mais interesse por parte do PSDB de que existam políticas públicas, o projeto de governo é o estado mínimo”, criticou.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT