Venenos no mercado

Liberação de agrotóxicos pode provocar epidemia de doenças

Só nos primeiros dois meses deste ano, 58 tipos de venenos foram registrados e formalizados no Diário Oficial da União

TVT/Reprodução
Liberação de agrotóxicos

Substâncias liberadas preocupam ainda pelo alto teor de toxicidade e perigo à saúde humana e ao meio ambiente

São Paulo – A liberação de novos agrotóxicos para a agricultura está atingindo níveis preocupantes no governo de Jair Bolsonaro (PSL), segundo especialistas. Só entre janeiro e fevereiro deste ano, 58 tipos de venenos foram registrados e formalizados no Diário Oficial da União. A situação preocupa entidades que lutam contra o uso de agrotóxicos, pelo potencial risco à saúde que esse tipo de substância pode causar.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos 58 produtos aprovados, 21 dessas substâncias são consideradas extremamente tóxicas, 11 altamente tóxicas, 19 de média toxicidade e 7 pouco tóxicas. Já em relação ao perigo ao meio ambiente, uma é classificada como altamente perigosa, enquanto que 31 substâncias foram consideradas muito perigosas, 24 como perigosas e apenas duas como pouco perigosas.

Ao repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, da TVT, o Mapa afirma que a liberação de novos registros não implica em maior uso desses venenos. O argumento, no entanto, é rebatido por entidades.

“Você está incentivando que aquelas culturas que não usavam um produto, passem a usar. Então, isso (argumento) não é verdade. A gente sabe que quanto mais empresas autorizadas a fabricar agrotóxicos, mas terão agrotóxicos no mercado e maior será o lobby delas para que esses produtos sejam usados”, contesta a integrante da Campanha Contra Agrotóxicos pela Vida Susana Prizendt.

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