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CUT: momento é de aumentar pressão e enterrar de vez a reforma da Previdência

Central vê fraqueza da base governista no Congresso e amplia mobilização para convencer deputados indecisos a votar contra as mudanças nas aposentadorias dos trabalhadores
Publicado por Redação RBA
18:40
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Roberto Parizotti/CIT
cut reforma previdencia

Central produziu materiais para ampliar pressão sobre deputados contra a reforma da Previdência para usar nas redes sociais e atos públicos durante mobilizações desta segunda-feira

São Paulo – A CUT afirma que a pressão para que o Congresso Nacional desista definitivamente da proposta de reforma da Previdência pelo governo Temer, que ataca a aposentadoria de milhões de brasileiros, será intensificada, após o governo ter dado sinais de que considera a batalha parlamentar praticamente vencida e ter decretado intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, como forma de desviar a atenção da derrota e ainda tentar colocar a reforma em votação.

Para a central, a resposta dos trabalhadores se fará de três formas: a mobilização desta segunda-feira (19), com greves, paralisações e atos; ações nas redes sociais e bases eleitorais dos deputados; e garantir a candidatura de Lula nas eleições deste ano. As informações são do portal da entidade.

“A pressão precisa ser ampliada neste momento, pois essa é única maneira de garantir que não mexam na aposentadoria dos trabalhadores. A nossa luta é para enterrar de vez a reforma e uma das estratégias é realizar uma forte mobilização no dia 19, com greves e paralisações, além de intensificar as ações nas ruas e nas redes”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Vagner lembra que ele foi o único a anunciar que, se eleito, vai propor um referendo revogatório de medidas baixadas pelo governo Temer, como a reforma trabalhista, o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, o pacote de privatizações e outras, além de ser garantia de respeito aos direitos dos trabalhadores.

Para o presidente da CUT, quanto mais cresce as intenções de voto em Lula nas pesquisas e ele acena que, se eleito, revogará, com o apoio do povo brasileiro, as medidas que retiram direitos, mais ele é perseguido pela mídia e setores do Judiciário. “Por isso, garantir Lula candidato e apoiar a sua eleição será fundamental. Faz parte da nossa estratégia de resistência e defesa dos direitos”, disse Vagner.

Pressão nas ruas e nas redes

Como instrumentos de mobilização e pressão, a secretaria de Comunicação da CUT elaborou uma série de materiais com fotos e informações dos parlamentares, que poderão ser copiados e impressos para serem utilizados nas redes sociais e nos atos públicos durante as mobilizações contra a “reforma” da Previdência.

Segundo o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, foram produzidos 366 memes – 195 de deputados que estão indecisos e outros 171 dos que já declararam apoio a Temer e voto favorável à reforma proposta pelo governo golpista. O material, em listas separadas por estados, pode ser acessaado nesse link.

reprodução facebook/cutCUT memes reforma previdencia
Memes criados pela CUT mostram deputados indecisos e favoráveis à proposta de Temer para a reforma da Previdência

Além de memes, o site Na Pressão, lançado pela CUT em junho de 2017 e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais, será uma das ferramentas usadas pelos internautas para auxiliar na pressão aos deputados. O site possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma da Previdência.

“É necessário usarmos todas as ferramentas criadas pela central para pressionar os parlamentares, além de informar a população sobre os impactos da reforma da Previdência”, diz Roni.

Ele reforça ainda a necessidade de intensificar o diálogo com as bases, pois, segundo ele, foi o que conseguiu barrar a votação da reforma da Previdência até agora. “Ganhamos a opinião pública e conseguimos furar o bloqueio midiático, esclarecendo à sociedade que a reforma se trata, na verdade, do fim do direito à aposentadoria. Por isso o governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma”, avalia.