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Senador diz que PSDB deve pedir desculpas à Nação por crise política

Jorge Viana (PT-AC) defendeu antecipação das eleições diretas para presidente como remédio para tirar o país do caos. “Isso pacificaria esse confronto que está se dando”, afirmou

Roque de Sá/Agência Senado
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Viana: “E é bom que encontremos o melhor remédio, que é a soberania do voto com eleições diretas já”

São Paulo – O senador Jorge Viana (PT-AC) cobrou hoje (31) do PSDB um pedido de desculpas à Nação por ter, segundo ele, provocado a situação que mergulhou o país na sua mais grave crise política, devido ao golpe parlamentar que os tucanos apoiaram em 2016 e que levou Michel Temer à Presidência da República. Da tribuna do Senado, o parlamentar defendeu a antecipação das eleições diretas para presidente como remédio para tirar o país do caos. “Essa é a solução para o Brasil”, disse. “Isso pacificaria esse confronto que está se dando”.

De acordo com o parlamentar, a crise política tende a se agravar dada a fragilidade do presidente. “O governo Temer chegou ao fim, não tem condição, pelos fatos, de sequer permanecer no Palácio do Planalto”, disse. “E é bom que encontremos o melhor remédio para esta crise, que é a soberania do voto com eleições diretas já.”

Viana comentou que, em 6 de junho, o Brasil inteiro estará com suas atenções voltadas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando terá início o julgamento da chapa Dilma-Temer, que venceu as eleições presidenciais em 2017. “E o que vai estar sendo julgado?”, lembrou. “Uma ação com que o PSDB entrou contra (Michel) Temer e Dilma (Rousseff).” O senador disse que o PSDB não se conformou com a derrota nas urnas e tenta anular a eleição da presidenta por suposto abuso do poder econômico.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (31), proposta que antecipa as eleições em caso de vacância do cargo de presidente. “Está havendo um movimento por eleições diretas”, comemorou. “Se mudarmos a Constituição, resolvemos esse problema e passamos, obviamente, para a sociedade, para o povo a decisão de ajudar a encontrar um nome que possa pôr fim a esta crise e fazer o reencontro do Brasil com a democracia.”

Para Viana, o PSDB apostou na crise e quis pegar um atalho para chegar ao poder com a ascensão de Temer e a derrubada de Dilma do governo. “O PSDB vai pedir desculpa à Nação por ter entrado com a ação ou vai de vez assumir que é o sustentáculo do governo?”, cobrou. “Nem o PMDB se entende, o partido de Temer.”

Ele lembrou que, no auge do impasse com a abertura do processo de impeachment, Dilma e o PT se propuseram a abreviar o mandato dela e submeter ao povo a escolha de um caminho político para o país. “Chegamos a defender um acordo com as eleições para que o povo decidisse. Não queriam. Queriam um atalho. Queriam um arrodeio”, criticou Jorge Viana. “O feitiço está virando contra o feiticeiro. Eles, que fizeram o feitiço (o pedido de cassação), que deram uma de feiticeiro, agora estão experimentando do feitiço.”