intolerância

Vannuchi: solidariedade a Lula e Marisa é maior que gestos estúpidos de ódio

Comentarista da Rádio Brasil Atual condena o ódio na política, e diz que disputas entre adversários devem preservar direitos humanos. Segundo hospital, Marisa segue sem alterações no quadro clínico

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
apoio

Mídia tradicional prefere a intolerância e não divulga imagens de solidariedade a Marisa Letícia e Lula

São Paulo – O comentarista da Rádio Brasil Atual Paulo Vannuchi condena o uso político do ódio e classifica como “agressões estúpidas e lamentáveis” as cenas promovidas por algumas pessoas que decidiram ir à porta do hospital onde Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segue internadaSegundo ele, esses gestos, fora de hora e lugar, são resultado da campanha de ódio deflagrada contra o PT, que serviu para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, no ano passado.

Para Vannuchi, a imprensa comercial ajudou a insuflar essa onda de ódio e segue passível de crítica: dá destaque à presença das três mulheres de verde e amarelo que foram praguejar contra a ex-primeira-dama e ignora manifestações de solidariedade, como a promovida ontem (31) por integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). 

Membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Vannuchi lembra o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, segundo o qual todas as pessoas são iguais “em dignidade e direitos, são dotadas de razão e consciência, e devem agir em espírito de fraternidade”. 

“Se não houver isso, não pode haver vida em comunidade. É a barbárie.” 

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Solidariedade

Em meio a manifestações de apoio pelo restabelecimento da saúde de Marisa Letícia, a edição impressa desta terça-feira do jornal Diário da Manhã, de Goiânia, republicou uma das raras entrevistas concedidas por ela. O texto destaca o perfil discreto, porém ativo, da companheira de Lula, inclusive no processo de redemocratização do país.

Na tarde desta terça, o Hospital Sírio-Libanês divulgou boletim assinado pela equipe médica que a acompanha. Sem alterações no quadro clínico, ela segue submetida a monitoração neurológica. À noite, circularam informações de que o quadro de dona Marisa seria irreversível, conforme noticiaram alguns portais, citando como fonte o médio Roberto Kalil. A assessoria de imprensa não confirma a informação.

De acordo com pessoas próximas ao ex-presidente, ele mantém a fé e a serenidade. O ex-presidente passa metade do dia no hospital e evita viagens, mas dedica parte do dia a suas atividades no Instituto Lula. “Ele tem uma energia e uma disposição indescritíveis”, diz Vannuchi.

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