Na Câmara

Deputados leem relatório sobre Cunha e incluem pré-sal e dívida dos estados na pauta

Primeira sessão será realizada no final da tarde, após reunião de líderes. Eles cobram agora do presidente da Casa que marque cassação nos próximos dias

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
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Maia: depois de fracassar com quórum, ele diz que daqui por diante Câmara voltará a votar as matérias

Brasília – Os líderes partidários da Câmara deram início, de uma vez por todas, ao processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Depois de muitas dúvidas, eles leram na tarde de hoje (8) o relatório com o parecer do Conselho de Ética contra Cunha, que pede sua cassação e definiram a inclusão, na pauta das sessões de hoje até quarta-feira, do Projeto de Lei Complementar (PLC) 257, que renegocia as dívidas dos estados, e do Projeto de Lei 4.567, que flexibiliza a participação da Petrobras nas operações do pré-sal.

A previsão é que as duas propostas comecem a ser discutidas a partir desta noite para que a votação seja concluída na próxima quarta-feira (10). Já em relação ao processo de cassação de Eduardo Cunha, a leitura do relatório foi feita no início da tarde o plenário pelo deputado Hildo Rocha (PMDB-MA). Mas para que seja marcada a sessão de votação, é preciso que sejam obedecidos certos ritos regimentais.

Agora que houve a leitura do parecer, o processo precisa aguardar duas sessões do plenário para ser incluído pela mesa diretora na ordem do dia da casa. Somente depois, passará a ter preferência sobre os demais, embora não seja uma matéria que venha a trancar a pauta.

A data de votação, sendo assim, será definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nos próximos dias. O presidente, que demonstrou fragilidade na última semana, por ter prometido votar estas matérias e não ter conseguido quórum suficiente, disse hoje, ao falar com os jornalistas, estar confiante que daqui por diante “a Câmara voltará a votar as matérias de interesse do país”.

Ele ainda elogiou o texto prioritário do dia, de renegociação das dívidas dos estados, que foi bastante criticado por parlamentares diversos e terminou sendo objeto de alterações por parte da equipe econômica do governo de Michel Temer. “O texto consiste numa boa proposta. É um projeto que organiza melhor as contas públicas, trata da renegociação e do limite de gastos. E a partir daí, é responsabilidade de cada um”, afirmou.

Em relação à leitura do relatório sobre Eduardo Cunha, vários deputados se posicionaram. Um deles, o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ,) pediu que a votação aconteça ainda esta semana. Já o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), destacou que é preciso marcar a data logo. “A partir de agora nós temos que definir essa data para que o plenário, soberanamente, decida no voto. Queremos dar um desfecho a uma situação tão grave.”

Para a cassação de Cunha, serão necessários 257 votos, do total de 513 deputados. Movimentos sociais prometem fazer manifestações na Esplanada dos Ministérios, a partir de amanhã, tanto para protestar contra o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff como para pedir para a Câmara não postergar mais a votação da cassação do deputado fluminense.

Com informações da Agência Câmara


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